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Publicado em 12 Dez, 2025

Uma proteção essencial – A importância da vacinação para idosos

vacinação para idosos - saiba a importância das vacinas para idosos e onde os idosos podem tomar as vacinas. Veja os custos, riscos, benefícios, efeitos secundários e informação específica da vacina da gripe para idosos, vacina da covid para idosos, vacinação para idosos contra a pneumonia, herpes zoster e outras doenças com elevado impacto na qualidade e taxa de mortalidade na terceira idade

A vacinação para idosos é uma das ferramentas mais poderosas para um envelhecimento saudável e com qualidade de vida. À medida que a idade avança, o sistema imunitário perde capacidade de combater infeções, tornando a população sénior mais vulnerável a doenças como gripe, covid-19, pneumonia e herpes zoster.

As vacinas para idosos protegem contra estas doenças e reduzem drasticamente o risco de complicações graves, hospitalizações e mortalidade na terceira idade. Dessa forma, elas permitem que os idosos vivam mais tempo de forma ativa e independente.

Neste guia completo sobre vacinação para idosos, exploramos quais as vacinas essenciais para a terceira idade, quando e onde tomá-las, os seus benefícios comprovados e os cuidados a ter. Abordamos ainda questões práticas como custos, comparticipações, contraindicações e repomos a verdade relativa aos mitos da vacinação na terceira idade.

Seja para si ou para um familiar idoso, este artigo oferece toda a informação necessária para tomar decisões informadas sobre a proteção da saúde com a vacinação para idosos.

 

Qual a importância da vacinação para idosos?

As vacinas são essenciais para idosos, já que fortalecem o sistema imunitário que vai perdendo capacidades com o avançar da idade. Dessa forma, as vacinas garantem imunidade ou redução do impacto na saúde de doenças com elevada taxa de prevalência e de mortalidade. A terceira idade é considerada um grupo de risco para várias doenças, como gripe, covid e zona, as quais podem ser combatidas através da vacinação para idosos.

As vacinas são, portanto, uma das formas de aumentar a esperança média de vida da população. Além disso, também aumentam a qualidade de vida dos idosos, já que a prevenção proporcionada evita complicações de saúde e consequências a longo prazo de pneumonias, gripe e outros vírus e bactérias.

Como as vacinas protegem os idosos?

As vacinas protegem os idosos através do reforço do sistema imunitário pela introdução de agentes patogénicos desativados, ensinando o corpo a combater os vírus ativos. É por esse motivo que em muitas vacinas, como a da gripe, podem existir efeitos secundários similares aos desta doença nos dias seguintes à vacinação para idosos.

Desta forma, com as vacinas o corpo cria defesas que evitam o surgimento de doenças ou reduzem o seu impacto na saúde.

O risco de doença é mais alto em idosos que não se vacinam?

Sim, o risco de doença é muito superior em idosos não vacinados. Por exemplo, um estudo britânico da Biblioteca Nacional de Medicina sobre a gripe na terceira idade indica que a vacinação para idosos reduz em cerca de 50% o risco de doenças respiratórias, pneumonia e hospitalização, e previne até 68% das mortes. Dados da eficácia de outras vacinas, como da covid e pneumonia, também comprovam que o risco de doenças, e com consequências mais graves, é mais alto nos grupos que não estão imunizados.

A vacinação para idosos reduz a hospitalização e mortalidade?

Sim, todos os estudos comprovam que a vacinação para idosos reduz o risco de hospitalização e baixa a taxa de mortalidade. É por esse motivo que os conselhos do SNS nas vacinas da gripe e covid indicam que elas “reduzem o risco de doença grave, hospitalização e morte”.

Que vacinas os idosos devem tomar todos os anos?

As duas vacinas que os idosos devem tomar todos os anos são as seguintes:

  • Vacina contra a gripe (Influenza): É fortemente recomendada e administrada anualmente, geralmente no outono, para proteger contra as estirpes sazonais do vírus;
  • Vacina contra a covid-19: É recomendado o reforço sazonal (Outono/Inverno) para idosos, normalmente administrado em simultâneo com a vacina da gripe.

Quais as vacinas obrigatórias para os idosos?

Não existem vacinas obrigatórias para os idosos em Portugal, já que existem regras a indicar que este procedimento parte do Direito ao Consentimento Informado. Ou seja, o utente recebe explicações sobre as vantagens, efeitos e forma de tomar a vacina, e deve existir um consentimento para ela ser administrada.

Quais as vacinas opcionais para idosos?

As vacinas opcionais para idosos que os médicos aconselham a tomar são as seguintes:

  • Vacina pneumocócica: É fortemente recomendada para todos os indivíduos com 65 ou mais anos para prevenir a pneumonia e outras doenças graves;
  • Vacina contra o herpes zoster (zona): É recomendada para idosos, especialmente a partir dos 60 anos, pois o risco de desenvolver a doença e complicações aumenta com a idade;
  • Vacina contra o tétano e difteria (Td) com tosse convulsa (Tdpa): Um reforço é recomendado a cada 10 anos, sendo que a primeira dose de reforço na idade adulta pode ser com a vacina trivalente (Tdpa);
  • Vacinas como as da hepatite A ou B: Podem ser recomendadas individualmente, dependendo do estado de saúde e fatores de risco.

Existe um plano de vacinação para idosos?

Não existe um plano de vacinação para idosos, já que o Programa Nacional de Vacinação apenas inclui vacinas até aos 10 anos de idade e o reforço durante toda a vida contra o tétano e difteria.

Tabela de vacinação para idosos

Veja na tabela de vacinação para idosos abaixo todas as recomendações atuais, de acordo com as várias vacinas aconselhadas e as datas para imunização ou reforço referidas pela Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

 

Vacina Primeira Toma Reforço
Influenza (gripe) 60 anos Anual
Covid Anual desde 2020 Anual
Tétano e Difteria Toda a Vida 10 em 10 Anos
Pneumonia 60 Anos 5 em 5 Anos
Zona (herpes zoster) 60 Anos 5 em 5 Anos

 

Onde os idosos podem tomar as vacinas?

Os idosos podem tomar as vacinas nos centros de saúde da zona de residência ou em farmácias. Além disso, também é feita a vacinação em lares da terceira idade e na habitação de quem necessita de cuidados de saúde ao domicílio.

Como agendar as vacinas para a terceira idade?

Para agendar as vacinas para a terceira idade deve aguardar pelo contacto do SNS (por telefone ou SMS) e pode também obter informações diretamente no Centro de Saúde. Além disso, pode fazer o agendamento online nas farmácias portuguesas.

As vacinas para idosos são grátis?

As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde no Plano Anual de Vacinação, como acontece com a gripe e a covid, são gratuitas para todos os grupos de risco, onde se incluem os utentes com mais de 65 anos. No entanto, existem outras vacinas, como a da pneumonia, em que o preço é suportado pelo utente.

Que vacinas os idosos podem tomar nas farmácias?

As vacinas que os idosos podem tomar nas farmácias são as vacinas sazonais contra a gripe e a covid-19 (durante as campanhas de outono/inverno). Outras vacinas, como a da pneumonia ou herpes zoster, também podem ser administradas nas farmácias com prescrição médica.

A vacinação para idosos pode ser feita no domicílio?

Sim, existe vacinação para idosos em casa. A vacinação ao domicílio é frequentemente disponibilizada para idosos acamados ou com mobilidade reduzida, através das unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou de serviços de enfermagem ao domicílio.

 

Vacinação para idosos contra a gripe

A vacinação para idosos contra a gripe é, provavelmente, a mais importante de todas, já que se trata de uma doença com elevada incidência nos meses mais frios e que pode ter consequências de saúde graves na terceira idade. Segundo dados da Sociedade Europeia de Medicina Geriatrica sobre efeitos da gripe, algumas das possíveis consequências são:

  • Até mais 38% do risco de incapacidade;
  • Aumento de 75% no perigo de falhas nos níveis de glicémia;
  • Risco dez vezes maior de ataques cardíacos;
  • Risco oito vezes maior de AVC e de desenvolver pneumonias.

Quando os idosos devem tomar a vacina da gripe?

Os idosos devem tomar a vacina da gripe todos os anos durante o outono. Preferencialmente, o final de outubro e o mês de novembro são o momento ideal da vacinação para idosos contra a gripe.

A vacina da gripe para idosos é diferente?

Sim, a vacina para idosos contra a gripe é diferente, sendo designada de “Vacina de Dose Elevada”. As alterações efetuadas, com aumento dos antigénios, garante uma proteção mais forte e robusta contra as estirpes do vírus Influenza.

A vacina da gripe protege contra todas as estirpes?

Não, a vacina da gripe não protege contra todas as estirpes. No entanto, ela está desenvolvida para proteger contra as estirpes mais frequentes e combater os seus efeitos.

Quanto tempo demora a fazer efeito a vacina da gripe?

A vacina da gripe geralmente leva cerca de duas semanas (14 dias) para que o organismo produza níveis de anticorpos suficientes para a proteção.

Os idosos podem apanhar gripe mesmo depois de vacinados?

Sim, os idosos podem contrair a gripe após a vacinação, mas a doença costuma ser mais branda e o risco de complicações graves e hospitalização é significativamente reduzido.

A vacinação para idosos contra a gripe pode ser feita em conjunto com outras vacinas?

Sim, a vacina da gripe pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas, como a da covid-19 e a pneumocócica, sem necessidade de intervalo. Isto permite imunizar a população com mais eficácia e no momento em que geralmente existe maior prevalência de doenças que afetam o sistema respiratório, como durante o Outono e Inverno.

Efeitos secundários comuns da vacina da gripe em idosos

Os efeitos secundários e sintomas mais comuns da vacina da gripe em idosos são:

  • Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
  • Febre ligeira;
  • Dores musculares;
  • Dores nas articulações;
  • Fadiga ou cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Mal-estar geral;
  • Arrepios.

 

Vacinação para idosos contra a covid-19

A vacinação para idosos contra a covid-19 continua a ser essencial para proteger a terceira idade de complicações graves, hospitalização e morte. Os idosos são o grupo etário com maior risco de desenvolver formas severas da doença devido ao enfraquecimento natural do sistema imunitário com a idade. Segundo dados da Direção-Geral da Saúde, a vacinação da covid na terceira idade reduziu:

  • A taxa de hospitalização em idosos em mais de 80%;
  • O risco de morte por covid-19 em cerca de 90%;
  • A necessidade de cuidados intensivos na terceira idade;
  • A transmissão do vírus em ambientes de maior risco, como lares e centros de dia.

Quantas doses de covid-19 os idosos devem tomar?

Os idosos devem completar o esquema vacinal primário com duas doses e, posteriormente, seguir o plano de reforços recomendado pelas autoridades de saúde. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde recomenda que todos os idosos com 65 ou mais anos mantenham a vacinação atualizada com uma toma anual, especialmente aqueles com doenças crónicas ou sistema imunitário enfraquecido.

Com que frequência os idosos devem fazer reforços da covid-19?

Os idosos devem fazer reforços da vacina covid-19 anualmente, preferencialmente durante o outono, em simultâneo com a campanha de vacinação contra a gripe. A proteção da vacina diminui ao longo do tempo e as novas variantes do vírus exigem atualização regular da imunização para manter a eficácia contra formas graves da doença.

A vacina da covid-19 pode ser tomada em conjunto com a vacina da gripe?

Sim, a vacina da covid-19 pode e deve ser administrada simultaneamente com a vacina da gripe, sem necessidade de intervalo entre elas. Esta estratégia é recomendada pelas autoridades de saúde porque otimiza a proteção dos idosos durante os meses de maior circulação de vírus respiratórios e facilita a adesão ao plano de vacinação.

Idosos com doenças crónicas devem tomar a vacina da covid-19?

Sim, idosos com doenças crónicas como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, respiratórios ou renais devem absolutamente tomar a vacina da covid-19. Este grupo tem risco ainda mais elevado de complicações graves e a vacinação é considerada prioritária. Mesmo idosos imunodeprimidos ou com condições de saúde complexas devem consultar o médico para garantir a vacinação adequada, podendo necessitar de doses adicionais.

Quanto tempo dura a proteção da vacina covid-19 em idosos?

A proteção da vacina covid-19 em idosos dura aproximadamente 6 a 12 meses, embora varie conforme a idade, o estado de saúde e o tipo de vacina administrada. A imunidade tende a diminuir progressivamente ao longo do tempo, especialmente contra infeção, mas mantém-se mais robusta contra doença grave e hospitalização. Por este motivo, os reforços anuais são essenciais para garantir proteção contínua.

Efeitos secundários comuns da vacina covid-19 em idosos

Os efeitos secundários e sintomas mais comuns da vacina covid-19 em idosos são:

  • Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
  • Fadiga ou cansaço;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Dores nas articulações;
  • Febre ligeira;
  • Arrepios;
  • Mal-estar geral;
  • Náuseas (menos comum).

 

Vacinação para idosos contra a herpes zoster

A vacinação contra a herpes zoster, vulgarmente conhecida como “zona”, é fundamental para a população idosa, pois o vírus da varicela-zoster (que é reativado) provoca uma doença dolorosa e com potencial para complicações graves a longo prazo. O risco e a gravidade aumentam drasticamente com a idade.

O que é a herpes zoster e porque afeta mais os idosos?

A herpes zoster é uma erupção cutânea dolorosa causada pela reativação do vírus da varicela que permanece latente nos nervos após a infeção inicial. Afeta mais os idosos porque o enfraquecimento natural do sistema imunitário com a idade (imunossenescência) dificulta a manutenção do vírus sob controlo.

A partir de que idade os idosos devem tomar a vacina da zona?

A vacina recombinante (a mais recente e eficaz) é recomendada em Portugal para adultos a partir dos 50 anos e é especialmente prioritária para idosos com 65 ou mais anos, devido ao risco exponencial de complicações.

Quantas doses da vacina contra a herpes zoster são necessárias?

São necessárias duas doses da vacina recombinante (Shingrix®) para garantir a máxima eficácia, administradas com um intervalo de 2 meses. Além disso, deve ser repetido o esquema da vacinação para idosos contra a zona de 5 em 5 anos.

A vacina da zona é eficaz em idosos que já tiveram herpes zoster?

Sim, a vacina da zona é altamente recomendada mesmo para idosos que já tiveram um ou mais episódios de herpes zoster, pois a reativação é possível e a vacina ajuda a prevenir futuros surtos.

Quanto custa a vacina da herpes zoster em Portugal?

O custo total da vacina da herpes zoster (duas doses) sem qualquer comparticipação é elevado, situando-se geralmente entre os 300€ e 400€ (preço sujeito a alterações).

A vacina da zona é comparticipada para idosos?

Atualmente, em Portugal, a vacina recombinante (Shingrix®) não está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV) para a população geral e, por isso, não é comparticipada pelo Estado para todos os idosos. No entanto, o SNS pode disponibilizá-la a título gratuito para grupos de risco definidos e extremamente vulneráveis.

Efeitos secundários da vacina contra a herpes zoster

Os efeitos secundários mais comuns da vacina recombinante em idosos são de natureza leve a moderada e desaparecem em 2 a 3 dias:

  • Dor, vermelhidão ou inchaço forte no local da injeção;
  • Fadiga e cansaço;
  • Dores musculares (Mialgia);
  • Dor de cabeça (Cefaleia);
  • Febre e arrepios;
  • Mal-estar gastrointestinal (menos comum).

 

Vacinação para idosos contra a pneumonia

A vacinação contra a pneumonia (pneumocócica) é uma das medidas mais importantes para proteger os idosos, pois a infeção por Streptococcus pneumoniae é uma das principais causas de mortalidade na terceira idade, especialmente após uma gripe ou covid-19.

Que tipos de vacina contra a pneumonia existem para idosos?

Existem dois tipos principais de vacinas usadas em idosos: a Vacina Conjugada (PCV13), que protege contra 13 serotipos da bactéria, e a Vacina Polissacárida (PPV23), que protege contra 23 serotipos e é usada para uma cobertura mais ampla.

Quantas doses da vacina pneumocócica os idosos precisam?

Geralmente, o esquema recomendado para idosos envolve duas doses de vacinas diferentes: uma dose da PCV13 seguida de uma dose da PPV23, administradas com um intervalo mínimo de 1 a 2 meses, para garantir a proteção mais completa e robusta.

A vacina da pneumonia é vitalícia ou precisa de reforço?

A vacinação é tipicamente administrada num esquema de dose única ou sequencial (PCV13 + PPV23) e, para a maioria dos idosos, é repetida a vacinação a cada 5 anos.

A vacina da pneumonia protege contra covid-19?

Não, a vacina pneumocócica não oferece proteção contra a covid-19, pois atua contra uma bactéria (Streptococcus pneumoniae) e não contra um vírus (SARS-CoV-2). No entanto, ajuda a prevenir as infeções bacterianas secundárias que são comuns e graves após uma infeção viral.

Idosos com doenças respiratórias devem tomar a vacina da pneumonia?

Sim, idosos com doenças respiratórias crónicas, como Asma ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), têm prioridade absoluta na vacinação pneumocócica, pois o risco de desenvolver pneumonia grave e fatal é muito superior neste grupo.

Quanto custa a vacina da pneumonia em Portugal?

A vacina pneumocócica para idosos é gratuita para os grupos etários e de risco definidos no Programa Nacional de Vacinação (PNV) e é administrada principalmente nos Centros de Saúde. Para outros utentes o preço ronda os 50€.

Efeitos secundários da vacina pneumocócica em idosos

Os efeitos secundários mais comuns da vacina pneumocócica em idosos são leves e localizados:

  • Dor, sensibilidade ou inchaço no local da injeção;
  • Fadiga ou cansaço leve;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Febre baixa (menos comum).

 

Vacinação para idosos contra tétano e difteria

O reforço da vacina contra o tétano e a difteria (Td) é uma componente essencial do Programa Nacional de Vacinação que se estende por toda a vida, incluindo a idade idosa, garantindo a proteção contra estas doenças potencialmente fatais.

O que são tétano e difteria e porque são perigosos para idosos?

O tétano é uma infeção bacteriana grave que causa espasmos musculares dolorosos e rigidez (com risco de morte por falência respiratória), e a difteria é uma infeção bacteriana que causa dificuldade respiratória e problemas cardíacos, sendo ambas especialmente perigosas e com elevada taxa de mortalidade em idosos.

De quanto em quanto tempo os idosos devem renovar a vacina Td?

Os idosos devem renovar a vacina Td (reforço) a cada 10 anos para manter uma proteção eficaz, conforme o calendário do Programa Nacional de Vacinação (PNV).

A vacina Td (tétano-difteria) é a mesma que a Tdap (com tosse convulsa)?

Não, a vacina Td protege contra tétano e difteria, enquanto a vacina Tdpa (ou Tdap) inclui uma proteção adicional contra a tosse convulsa (pertussis). A Tdpa é frequentemente usada como reforço pontual para cobrir a proteção contra a tosse convulsa na idade adulta, e a Td é usada nos reforços seguintes.

A vacina contra o tétano é gratuita para idosos em Portugal?

Sim, a vacina Td está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV) e é totalmente gratuita para todos os grupos etários em Portugal, incluindo os idosos.

Efeitos secundários da vacina Td em idosos

Os efeitos secundários da vacina do tétano, difteria e tosse convulsa em idosos são geralmente ligeiros e temporários:

  • Dor, vermelhidão ou inchaço no local da injeção;
  • Sensibilidade ou edema;
  • Febre baixa;
  • Dores de cabeça;
  • Cansaço;
  • Dores musculares ligeiras.

 

Mitos e verdades sobre vacinação em idosos

Veja na tabela seguinte o que são mitos e o que é verdade relativamente às vacinas para idosos:

 

❌ MITO ✅ VERDADE
As vacinas enfraquecem o sistema imunitário dos idosos As vacinas fortalecem a resposta imunitária e protegem contra doenças graves.
Idosos saudáveis não precisam de vacinar-se Mesmo idosos saudáveis têm sistema imunitário mais frágil e beneficiam da vacinação.
Quem já teve a doença não precisa de vacina A imunidade natural diminui com o tempo; a vacina garante proteção consistente e mais duradoura.
Vacinas causam as doenças que previnem As vacinas não causam doenças; podem causar sintomas ligeiros como reação imunitária.
É melhor esperar para tomar várias vacinas de uma vez Atrasar vacinas aumenta o período de risco; podem ser tomadas em simultâneo com segurança.
A vacina da gripe é a mesma todos os anos A composição da vacina da gripe é atualizada anualmente para corresponder às estirpes previstas.
A vacinação só é útil no início do inverno A vacinação é útil enquanto os vírus circulam; nunca é tarde demais para se proteger.
A vacina da pneumonia protege contra todas as infeções respiratórias A vacina protege apenas contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, mas previne complicações graves.
Idosos acamados ou frágeis não devem ser vacinados Idosos acamados são prioritários, pois o risco de complicações e mortalidade é máximo neste grupo.
A vacina da gripe pode dar uma gripe forte A vacina da gripe não contém vírus vivos (ou são inativados) e, portanto, não pode causar a doença.

 

As vacinas são seguras para os idosos?

Sim, as vacinas são seguras para os idosos, já que são testadas e os efeitos adversos amplamente estudados, o que evita a vacinação para idosos em risco de sofrerem complicações graves com a administração. Elas são seguras e aumentam a proteção da população idosa contra doenças com grande peso nas principais causas de mortalidade na terceira idade.

As complicações causadas pela vacinação para idosos são muito raras. Por exemplo, nas recomendações clínicas para a vacinação da população idosa em Portugal é indicado que a possibilidade de reação anafilática é de apenas 1 em cada 1 milhão de doses de vacinas administradas. Como os últimos censos nacionais indicavam 2,4 milhões de pessoas em Portugal, isso significa que por cada 10 milhões de vacinas para idosos apenas 4 pessoas correm o risco de entrar em choque anafilático.

A vacinação é segura para idosos com problemas de saúde?

Sim, a vacinação para idosos não apenas é segura como é prioritária para idosos com problemas de saúde. Uma vez que as vacinas não contêm virus ativos, elas não causam nenhuma doença. Pelo contrário, aumentam a produção de anticorpos e defesas que fortalecem a imunidade de pessoas que, pelos seus problemas de saúde, sofrem maior risco de complicações quando adoecem.

Quais os riscos da vacinação para idosos?

Os dois principais riscos da vacinação para idosos são as reacções adversas (muito raras) e os sintomas que ocorrem nos primeiros dias. Mas, pelo contrário, os benefícios da vacinação dos idosos são imensos, protegendo-os e ajudando a população em geral a atingir uma imunidade de grupo que reduz impactos como:

  • Sobrelotação do Sistema Nacional de Saúde, Hospitais e Redes de Cuidados Continuados;
  • Propagação de Doenças de forma generalizada;
  • Custos financeiros para o Estado associado aos tratamentos e os internamentos mais demorados em doentes sem vacinação;
  • Mortalidade e morbilidade evitáveis na população sénior;
  • Perda de autonomia e qualidade de vida dos idosos devido a complicações pós-doença;
  • Pressão sobre os cuidadores formais e informais que têm de lidar com sequelas graves;
  • Absentismo laboral de familiares que precisam de cuidar de idosos doentes.

Que contraindicações existem na vacinação da terceira idade?

As contraindicações na vacinação da terceira idade são apenas dirigidas a características muito específicas de cada paciente, relacionadas com doenças pré-existentes ou reações adversas anteriores. As principais contraindicações da vacinação para idosos são:

  • Reação alérgica grave anterior: Idosos que tiveram reação anafilática ou reação alérgica grave a uma dose anterior da mesma vacina ou a algum dos seus componentes;
  • Doença aguda grave: A administração deve ser adiada quando se verifica febre alta ou doença aguda grave, devendo-se aguardar pela recuperação do idoso;
  • Alergias a componentes da vacina: Algumas vacinas contêm proteínas e outros componentes que podem causar reações em pessoas com alergias conhecidas;
  • Imunossupressão severa: Idosos com imunossupressão grave não devem receber vacinas vivas atenuadas (como a da herpes zoster viva). Elas devem ser substituídas por vacinas inativadas com segurança;
  • Tratamentos oncológicos ativos: Em alguns casos, pode ser necessário ajustar o momento da vacinação conforme o tipo de tratamento;
  • Doenças neurológica não estabilizadas: Deve-se aguardar pela estabilização da situação do doente antes da administração das vacinas;
  • Deficiências imunitárias: Idosos que padecem de doenças que afetam o seu sistema imunitário devem ser avaliados para pesar os benefícios e riscos de cada vacina.

 

A vacinação para idosos é mais importante para quem vive em lares?

Não, a vacinação para idosos é importante para todos os idosos, independentemente da sua residência. O que acontece nos lares é que, pela maior concentração de pessoas no mesmo espaço, a probabilidade e o ritmo de propagação das doenças são mais altos, o que aumenta o risco de contrair doenças infecciosas.

Considerando este risco de contrair doenças, e outras questões como os problemas de depressão em idosos, o risco de quedas na terceira idade e estratégias para um envelhecimento saudável, a melhor alternativa é sempre manter o idoso no seu espaço de conforto, a sua casa. Algo que é possível com o apoio domiciliário a idosos, que garante acompanhamento constante (até mesmo por 24h, se necessário) e os cuidados necessários com higiene, alimentação e outras necessidades vitais.

Além desta atenção e presença constante, o apoio a idosos em casa também é vital para a manutenção da sua saúde. Estas equipas, que contam com enfermeiros, auxiliares e outros profissionais especializados, sabem reconhecer os sinais de alerta, implementar os procedimentos corretos e prevenir problemas de saúde em idosos. Algo que passa, também, por seguir as melhores práticas e diretrizes na vacinação para idosos.

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