As quedas em idosos representam um dos maiores desafios na terceira idade e cerca de 30% das pessoas com mais de 65 anos sofrem uma ou mais quedas anualmente. Estes dados revelam uma realidade que muitas famílias enfrentam: o receio constante de que o seu familiar idoso possa cair e sofrer consequências graves que comprometam definitivamente a sua autonomia e qualidade de vida.
As causas das quedas em idosos são múltiplas e complexas, envolvendo fatores físicos, sensoriais, ambientais e até medicamentosos. Felizmente, a maioria destas quedas pode ser prevenida através de medidas simples mas eficazes. Manter o idoso no conforto e segurança do seu lar, com o apoio adequado de profissionais treinados, não só reduz drasticamente o risco de quedas como permite uma recuperação mais rápida e confiante quando estas ocorrem.
Neste artigo, vamos explorar em detalhe tudo o que precisa de saber sobre quedas em idosos e como se proteger a si e aos seus familiares e amigos.
O risco de quedas em idosos é mais alto?
Sim, as estatísticas indicam que o risco de quedas aumenta exponencialmente com a idade. Em Portugal 34,9% das quedas registadas pelos serviços de emergência hospitalar ocorreram com pessoas que têm 85 anos ou mais. Além disso, outros estudos internacionais indicam que 30% das pessoas com mais de 65 anos sofreram uma ou mais quedas por ano, mesmo que não tenha sido necessária intervenção médica ou de urgência.
Estes dados confirmam que as pessoas na terceira idade são muito mais propensas a sofrerem quedas. E existem várias razões para as quedas em idosos, que podem ter origem em problemas físicos, sensoriais, mentais, de problemas médicos pré-existentes, de isolamento social, entre outros. Como tal, é preciso estar alerta para os riscos e evitar as consequências das quedas em idosos.
É normal os idosos caírem?
Apesar de ser habitual ocorrerem quedas na terceira idade, não se deve considerar como normal as quedas em idosos. Embora, como em qualquer idade, exista sempre o risco de cair, muitas vezes os motivos da queda estão associados a problemas de envelhecimento que podem ser evitados.
Adicionalmente, as quedas em idosos podem até ser um alerta para questões médicas que precisam de ser tratadas. Por isso, não se pode olhar para esta questão com leviandade e considerar que as quedas em idosos são parte do processo natural de envelhecimento.
Porque as quedas em idosos são mais graves?
As quedas em idosos são mais graves porque, pelos seguintes motivos:
- A diminuição dos reflexos e rapidez de reação não permite proteger-se adequadamente;
- A fragilidade dos ossos na terceira idade aumenta o risco de fraturas;
- O perigo de lesões graves e/ou incapacitantes é mais elevado;
- A cura das lesões é mais difícil e morosa, e longos períodos de imobilização aumentam o risco de complicações associadas e perda da independência;
- Os idosos têm mais dificuldade, sem um bom serviço de apoio domiciliário, de retomar as rotinas e até de fazer os tratamentos adequados para as lesões;
- O impacto psicológico das quedas é elevado, com o medo de voltar a cair, o que pode minar autonomia das pessoas com mais idade.
Um estudo sobre quedas na terceira idade realizado nos Estados Unidos indica que quedas em idosos são consideradas a 7ª principal causa de morte entre a população sénior. Além disso, são a principal causa de morte associada a lesões.
Onde ocorrem a maioria das quedas em idosos?
Um estudo sobre as quedas de idosos em Portugal indica que 65,9% de todas as quedas ocorreram dentro de casa. Embora não existam mais dados concretos sobre a realidade nacional, estudos indicam que a cozinha, quarto, casa de banho e escadas são quatro dos locais onde o risco de quedas é mais elevado.
O perigo de queda aumenta em idosos que já caíram anteriormente?
Sim, o risco de idosos que já sofreram uma queda voltarem a cair é bastante maior em comparação aos que nunca tiveram este problema. Dados publicados na ScienceDirect indicam que, após uma primeira queda, o risco de um idoso sofrer uma segunda queda nos doze meses seguintes sobe para o triplo. Além disso, quanto maior o número de quedas, maior é o risco disso voltar a acontecer.
O risco de quedas é maior para idosos que vivem em casas ou em lares?
O perigo de quedas em idosos é maior nos lares do que em casa. Segundo estudos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Brasil, o risco de um idoso com mais de 85 anos sofrer uma queda é de 40% em ambiente doméstico, mas ele sobe para 50% nos idosos que vivem em lares.
Estes dados comprovam que um ambiente com o qual o idoso está familiarizado, como a casa onde residiu durante anos, é um espaço mais seguro para prevenir quedas. Para garantir que isso é possível, e reduzir o risco de quedas em idosos, pode-se contar com o suporte de uma empresa de apoio a idosos em casa.
Quais as principais causas de quedas de idosos?
- Dificuldades físicas: Fraqueza muscular, perda de equilíbrio, problemas de mobilidade nas articulações, osteoporose que fragiliza os ossos, e diminuição dos reflexos que reduz a capacidade de reação;
- Problemas sensoriais: Redução da visão (cataratas, glaucoma, má iluminação), perda de audição que afeta o equilíbrio, e diminuição da sensibilidade nos pés que dificulta a perceção do terreno;
- Doenças do foro mental: Demência e Alzheimer que causam desorientação e perda de noção de perigo, depressão em idosos que reduz a atenção e os cuidados pessoais, e declínio cognitivo que afeta o julgamento de situações de risco;
- Medicação: Efeitos secundários de medicamentos como tonturas, sonolência, hipotensão (quedas de tensão), e interações medicamentosas que afetam o equilíbrio e a coordenação;
- Condições de saúde específicas: Incontinência urinária que leva a deslocações apressadas à casa de banho, hipotensão ortostática (tonturas ao levantar), diabetes que causa neuropatia nos pés, e doenças cardiovasculares que provocam desmaios;
- Fatores ambientais: Iluminação inadequada, tapetes soltos, pavimentos escorregadios, obstáculos no chão, escadas sem corrimão, calçado inadequado, e desorganização dos espaços;
- Isolamento social e falta de apoio: Ausência de acompanhamento que permitiria detetar riscos, falta de estímulo para manter atividade física, e ausência de adaptações necessárias na habitação.
Qual o impacto da visão no risco de quedas na terceira idade?
A redução da visão é um dos principais motivos para quedas na terceira idade. Problemas visuais dificultam a capacidade de detetar obstáculos, avaliar distâncias e perceber irregularidades ou falta de aderência dos pisos, aumentando o risco pela menor perceção do ambiente, estabilidade do equilíbrio e segurança da marcha.
Estes problemas podem ter origens diversas, como lesões e doenças oculares (cataratas, glaucoma e retinopatia diabética), óculos mal graduados, ambientes mal iluminados e casas mal preparadas para a terceira idade.
Problemas de audição aumentam o risco de quedas em idosos?
Sim, problemas de audição aumentam bastante o risco de quedas em idosos. Está amplamente comprovada a ligação entre o ouvido interno e o equilíbrio, pelo que problemas de audição podem causar dificuldades na perceção espacial, atrasos na resposta aos movimentos, posturas erradas e menor capacidade de ajustar o corpo a mudanças súbitas do ambiente.
De que forma os problemas físicos aumentam o risco dos idosos caírem?
Os problemas físicos potenciam de forma evidente o risco de quedas em idosos. Além das dificuldades de movimentos, capacidade de reação reduzida e maior lentidão de movimentos, esta questão é agravada por fatores como a perda de massa muscular, o comprometimento do equilíbrio e a redução da densidade óssea.
Estas condições tornam o corpo mais vulnerável a desequilíbrios, transformando pequenos obstáculos em perigos graves para a autonomia.
A incontinência aumenta o perigo de quedas em idosos?
Sim, a incontinência aumenta o risco de quedas em idosos porque provoca urgência de chegar até à casa de banho. Isto leva a descuidos, falta de atenção relativamente a obstáculos e movimentos que aumentam o perigo de quedas em idosos.
Os medicamentos são uma causa de quedas em idosos?
Sim, a medicação é uma causa muito associada a quedas em idosos. Esta questão coloca-se, principalmente, com fármacos que afetam o sistema nervoso central, sendo os antidepressivos e os sedativos/hipnóticos (como as benzodiazepinas) os mais estudados. Estes medicamentos podem provocar sonolência, tonturas, confusão mental, e hipotensão ortostática, comprometendo o equilíbrio e aumentando a instabilidade.
Diversas investigações relacionadas com o uso de antidepressivos e com a polimedicação confirmam um aumento do risco de quedas em idosos.
Quais as principais consequências das quedas em idosos?
A principal consequência das quedas em idosos, segundo dados citados pelo SNS relativos a quedas na terceira idade, indicam que as fraturas representam 89% das lesões associadas a este problema. Metade destas fraturas ocorreram na zona da anca. No caso das mulheres o risco de fraturar membros superiores ou inferiores é maior, mas nos idosos do sexo masculino o risco de lesões no crânio, face e costelas é mais alto.
Além das consequências diretas da queda, especialmente as fraturas, há que considerar ainda as consequências a longo prazo desta questão. Aqui incluem-se, por exemplo, doenças associadas à queda ou durante a fase de recuperação, a perda de autonomia, o medo de novas quedas e o isolamento social.
Os dados sobre quedas do sistema Evita do Instituto Ricardo Jorge indicam que as pessoas com mais de 65 anos representam 75% dos internamentos por lesões domésticas (onde se incluem as quedas em idosos). Além disso, o tempo médio de internamento para utentes com mais de 75 anos é de quase 60 dias, entre 600% e 1000% superior ao de grupos etários mais jovens.
As quedas são uma das principais causas de morte nos idosos?
Sim, segundo estatísticas sobre causas de morte na terceira idade esta é a sétima situação que origina mais mortes na terceira idade.
Quais as lesões mais comuns quando um idoso cai?
As lesões mais comuns quando um idoso cai são fraturas. As estatísticas indicam que 89% das lesões causadas por quedas em idosos são fraturas de ossos, com metade delas localizadas na zona da anca.
O que é a síndrome pós queda?
A síndrome pós queda é o medo persistente de voltar a cair que muitos idosos desenvolvem após sofrerem uma queda. Este receio leva à redução da atividade física, ao isolamento social e à perda de confiança na própria capacidade de se movimentar.
Esta situação cria um ciclo vicioso que aumenta ainda mais o risco de novas quedas, devido à perda de força muscular e equilíbrio. Uma solução para este problema passa por, temporariamente ou a longo prazo, contratar um serviço de apoio no domicílio para idosos no período após a queda e lhes permite, num ambiente com mais segurança e confiança, recuperar a sua autonomia.
O que fazer quando um idoso sofre uma queda?
Quando um idoso sofre uma queda, siga estes passos para proporcionar auxílio:
- Manter a calma e não mover o idoso imediatamente: Avalie primeiro a situação sem fazer movimentos bruscos que possam agravar possíveis lesões;
- Verificar o estado de consciência: Fale com o idoso para confirmar que está consciente e orientado, perguntando o seu nome e o que aconteceu;
- Observar sinais de lesão grave: Procure sinais como dor intensa, deformidades visíveis, hemorragias, dificuldade respiratória ou confusão mental;
- Chamar o 112 se necessário: Contacte os serviços de emergência se o idoso não conseguir mover-se, tiver dores fortes, suspeita de fratura, traumatismo craniano ou perda de consciência;
- Avaliar se o idoso pode levantar-se sozinho: Se não houver sinais de lesão grave e o idoso se sentir capaz, permita que descanse alguns minutos antes de tentar levantar-se;
- Ajudar a levantar-se com segurança: Auxilie o idoso a virar-se de lado, apoiar-se nos joelhos e usar um móvel estável para se erguer lentamente, sem pressa;
- Sentar e observar após levantar: Após se levantar, o idoso deve sentar-se imediatamente para evitar tonturas e permitir avaliar se surgem sintomas tardios;
- Registar o incidente: Anote a data, hora, local da queda e circunstâncias para informar o médico e identificar padrões de risco;
- Consultar um médico nas 24-48 horas seguintes: Mesmo que não haja sinais imediatos de lesão, uma avaliação médica é essencial para detetar problemas não visíveis;
- Investigar as causas da queda: Identifique o que provocou a queda (tapete, tonturas, calçado) para implementar medidas preventivas e evitar novos incidentes.
O que deve um idoso fazer quando cai sozinho em casa?
Quando um idoso cai sozinho em casa é essencial manter a calma e não tentar levantar-se de imediato, para reduzir o risco de novas quedas ou de agravar lesões que ocorreram. Estes são os passos para, quando está sozinho, um idoso seguir em caso de queda:
Manter a calma e não entrar em pânico: Respire fundo e avalie a situação com clareza antes de tomar qualquer decisão.
- Avaliar se consegue mover-se sem dor: Teste cuidadosamente os movimentos do corpo para verificar se há dor intensa ou incapacidade de mexer algum membro;
- Chamar ajuda imediatamente se não conseguir levantar-se: Use o telemóvel, caso esteja consigo, ou grite por ajuda se sentir dor forte, tontura ou incapacidade de se mover;
- Permanecer no chão em posição confortável: Se não conseguir levantar-se, vire-se de lado, proteja a cabeça com uma almofada ou roupa e mantenha-se aquecido com um cobertor;
- Tentar alcançar um meio de contacto: Se não obteve resposta ao pedido de auxílio, arraste-se cuidadosamente e de forma lenta para chegar a um dispositivo de comunicação sem forçar o corpo;
- Descansar alguns minutos antes de tentar levantar-se: Se não houver dor grave, aguarde 2-3 minutos no chão para recuperar a respiração e orientação;
- Levantar-se pela técnica segura: Vire-se de lado, apoie-se nos cotovelos, depois nos joelhos (posição de “gatas”) e use uma cadeira ou móvel resistente para se erguer lentamente;
- Sentar-se imediatamente: Não fique de pé de imediato, sente-se numa cadeira para evitar tonturas e recuperar totalmente;
- Contactar familiar, vizinho ou serviço de apoio: Informe alguém sobre a queda mesmo que se sinta bem, para garantir acompanhamento nas horas seguintes;
- Marcar consulta médica: Mesmo sem sinais visíveis de lesão, é fundamental uma avaliação médica nas 24-48 horas seguintes à queda.
Que sinais indicam possíveis fraturas após quedas?
Após uma queda os sinais de possíveis fraturas são inchaço, perda de função, deformações dor aguda que aumenta quando se toca na área afetada. No caso de lesões de fraturas nas zonas da bacia e pelvis, a dor ocorre no fundo das costas ou na área da virilha e aumenta quando se movem as pernas.
Estas informações são apresentadas no Guia de Prevenção para Riscos Domésticos entre Idosos, publicado pela Ordem dos Enfermeiros e destinado a profissionais dos cuidados na terceira idade, tanto do sector da saúde como para prestadores de apoio domiciliário.
Como prevenir as quedas em idosos?
Para prevenir as quedas em idosos é preciso reconhecer os perigos, garantir a segurança na habitação e, se necessário, obter apoio domiciliário 24h para estar acompanhado em permanência.
Qual o papel da atividade física na prevenção das quedas em idosos?
A atividade física reduz em 21% o risco de quedas em idosos, segundo conclusões de um estudo sobre como reduzir quedas em idosos. O desporto e outras atividades ajudam a fortalecer os músculos e manter o equilíbrio.
Complementarmente, atividades lúdicas e jogos para idosos são soluções eficazes que estimulam a coordenação motora e a agilidade cognitiva, servindo como reforço preventivo essencial para a manutenção da saúde e segurança do idoso.
A alimentação é importante para evitar quedas na terceira idade?
Sim, uma boa alimentação é uma das formas mais eficazes de prevenir quedas em idosos e combater problemas associados ao envelhecimento. Obter as doses adequadas de nutrientes é vital para mitigar a perda de massa muscular e a osteoporose, duas das principais causas físicas de instabilidade e fraturas. Não saltar refeições e manter níveis de glicose estáveis minimiza o risco de tonturas e desmaios, que frequentemente originam quedas em idosos.
A hidratação também é um fator de relevo. A desidratação, comum em idosos devido à diminuição da sensação de sede, pode causar uma queda abrupta da pressão arterial ao levantar-se, causando tonturas e perda de equilíbrio. Portanto, a combinação de uma dieta rica em vitaminas, minerais e fibras, aliada à ingestão regular de líquidos, fortalece o corpo, aprimora a função cognitiva e reduz o risco de quedas na terceira idade e severidade das suas consequências.
Recorrer a cuidados de saúde no domicílio é uma forma de garantir uma dieta saudável, completa e regrada para idosos. Estes serviços contemplam o apoio diário para as refeições e o acompanhamento de nutricionistas, enfermeiros e outros especialistas na área da saúde para prevenir as causas de quedas em idosos.
Quais os principais cuidados de saúde para prevenir as quedas de pessoas com mais idade?
Os principais cuidados de saúde para prevenir as quedas em idosos são:
- Check-ups anuais (oftalmológicos, cardíacos e pressão arterial);
- Revisão e monitorização da toma de medicamentos (especialmente os que causam sonolência ou hipotensão);
- Consulta com nutricionista para dieta rica em Cálcio e Vitamina D e demais nutrientes (conforme orientação de um nutricionista após análises, medição do IMC e outros exames necessários);
- Consulta com Reumatologista (para avaliação e tratamento de osteoporose);
- Tratamento de problemas de visão e audição (que afetam o equilíbrio);
- Tratamento de problemas cardiovasculares (ex: hipotensão ortostática);
- Realizar exercícios de equilíbrio, força e marcha com profissional treinado;
- Cuidados e exercícios para os pés (unhas cortadas, calos tratados).
Como antecipar o risco de idosos sofrerem quedas?
Para identificar que um idoso está em risco de sofrer quedas é preciso manter um acompanhamento constante do seu estado de saúde (identificando doenças ou problemas que podem causar esta situação), falar de forma regular e avaliar o comportamento e movimentos do idoso.
É de igual importância avaliar fatores externos. É o caso do seu vestuário, garantindo que tem calçado adequado e antiderrapante, e especialmente da avaliação do ambiente onde se move. Como a maioria das quedas dos idosos ocorre em casa, é preciso estar atento a água acumulada no chão, tapetes que derrapam, escadas demasiado altas, degraus que podem ser convertidos em rampas e outros perigos.
Como adaptar a casa de um idoso para evitar quedas?
Para preparar a casa de forma a evitar quedas em idosos é preciso identificar os perigos e tomar as ações corretas para os corrigir. Aqui ficam as principais soluções para tornar a casa segura para idosos:
- Tapetes Soltos: Tropeçar ou escorregar – eliminar ou fixar os tapetes ao solo;
- Objetos e fios soltos: Tropeçar (especialmente quem usa auxiliares de marcha) – Manter os caminhos livres. Se necessário, colocar calhas com cores vivas para aumentar a visibilidade;
- Baixa Luminosidade: Luzes Fracas ou Falta de Iluminação – Aumentar os focos de luz, escolher lâmpadas mais potentes e ter interruptores acessíveis;
- Escuridão noturna: Necessidade de se levantar rapidamente – Instalar luzes de presença e iluminação fotoluminescente entre o quarto e casa de banho;
- Superfícies molhadas: Risco de escorregar e perda de aderência – Garantir pisos antiderrapantes. Evitar que o idoso faça a limpeza do chão sozinho;
- Dificuldades de locomoção: Necessidade de fazer força em superfícies desadequadas – Instalar barras de apoio na habitação e pegas em locais como sanita e banheira;
- Escadas: Falta de apoio e visibilidade. Quedas com elevada gravidade – Ter corrimões nos dois lados das escadas e faixas luminosas antiderrapantes nos degraus. Se necessário, instalar uma cadeira elevatória;
- Alturas Inadequadas: Perigo de queda ao levantar-se – Ajustar a cama e sofás para o idoso ter as pernas a 90º quando se levanta. Se necessário, ter um ponto de apoio acessível.
Além da própria habitação, o vestuário utilizado dentro de casa também representa um fator de risco para quedas de idosos. Além do calçado, que deve ser antiderrapante, deve-se evitar robes demasiado longos e roupa muito larga, na qual o idoso pode tropeçar.
Depois de uma queda, os idosos devem ir para um lar?
Não, deve-se evitar ao máximo colocar um idoso no lar por ter sofrido uma queda. Em primeiro lugar, existem alternativas, como o apoio especiais a idosos, que permitem a sua recuperação em casa com acompanhamento exclusivo e permanente. Além disso, as estatísticas indicam que o risco de quedas em lares é maior do que na própria habitação. E, como após a primeira queda aumenta a probabilidade desta situação voltar a ocorrer, a ida para um lar só vai aumentar esse risco.
Outra questão relevante para manter o idoso em casa é o impacto psicológico. Quando as quedas em idosos motivam a sua ida para lares isso pode causar uma sensação de incapacidade e falta de autonomia com efeitos nefastos. Além disso, a recuperação em casa é uma forma de manter o idoso no seu local de conforto, sendo apenas necessária uma preparação do espaço, acompanhamento e uma abordagem pedagógica para que o idoso sinta que este continua a ser o seu espaço de segurança.
Quais as vantagens do cuidado domiciliário para idosos que sofreram quedas?
As principais vantagens do cuidado domiciliário para idosos que sofreram quedas são:
- Prevenção Ativa de Recorrências: atua como um “vigilante preventivo”, identificando situações de risco em tempo real (ex: chão molhado, chinelos soltos, tonturas súbitas) e intervindo antes que a queda aconteça;
- Recuperação da Confiança e Combate ao Medo: a presença de um profissional transmite segurança e encoraja o idoso a movimentar-se, garantindo um apoio imediato caso haja desequilíbrio e quebrando o ciclo de imobilidade causado pelo medo de cair;
- Apoio Especializado na Mobilidade e Transferências: utilização de técnicas ergonómicas e seguras para auxiliar nos movimentos, evitando esforços que comprometem o equilíbrio;
- Assistência na Higiene Pessoal: banho assistido e acompanhamento na ida à casa de banho, eliminando quase totalmente o risco de escorregões e quedas graves nas zonas húmidas e mais perigosas da casa;
- Monitorização da Medicação e Sinais de Alerta: toma correta da medicação, observação de efeitos secundários e reporte de sinais de sonolência excessiva ou desorientação;
- Adaptação Contínua de Segurança no Lar: aplicação de um “olhar treinado” profissional para micro adaptações constantes na casa, que tornam o ambiente mais seguro;
- Alívio e Tranquilidade Familiar: permite aos familiares manterem as suas rotinas de trabalho e descanso sem a ansiedade constante da vigilância;
- Autonomia em Casa: possibilita que o idoso continue a viver no conforto do seu lar com segurança, adiando ou evitando a necessidade de lares após uma queda;
- Promoção da Atividade Física Supervisionada: incentivo e acompanhamento em caminhadas e exercícios, ajudando a melhorar a musculatura e o equilíbrio;
- Cuidados com a Alimentação e Hidratação: preparação de refeições equilibradas e controlo rigoroso da ingestão de água, prevenindo fraqueza e tonturas.
Como fica patente, os cuidados em casa a idosos são uma das formas mais eficazes de prevenir quedas em idosos. Se procura mais informações ou obter valores para este serviço, peça o seu orçamento com os preços dos cuidados domiciliários a idosos.