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Publicado em 10 Jul, 2026

Prevenção do cancro: Os hábitos que podem fazer a diferença

Prevenção do cancro: saiba como reduzir o risco com hábitos saudáveis, rastreios gratuitos em Portugal e as medidas do Código Europeu Contra o Cancro.

O cancro é a segunda causa de morte em Portugal e uma das doenças que mais receio provoca nas famílias portuguesas. Mas há um dado que raramente aparece nas conversas sobre o tema: entre 30 e 50 por cento dos cancros podem ser prevenidos. Não evitados com certeza absoluta, mas com a probabilidade de ocorrência significativamente reduzida através de escolhas que estão, em grande medida, ao alcance de cada pessoa.

Em Portugal surgem cerca de 50 mil novos casos de cancro por ano, segundo dados da Direção-Geral da Saúde. Um terço das mortes por cancro no nosso país está associado a fatores de risco comportamentais modificáveis, como o tabaco, o álcool, a obesidade e a inatividade física. São fatores que não determinam o destino de ninguém, mas que aumentam ou reduzem probabilidades de forma mensurável.

Este artigo não promete fórmulas nem certezas. Promete informação clara, baseada em evidência, sobre o que a ciência sabe hoje acerca dos hábitos que reduzem o risco de cancro, os rastreios disponíveis em Portugal e o que pode fazer, de forma concreta e acessível, para agir preventivamente.

 

 

O cancro pode ser prevenido?

Sim, parcialmente. A Organização Mundial de Saúde estima que entre 30 e 50 por cento de todos os cancros poderiam ser prevenidos se os fatores de risco modificáveis fossem evitados e as estratégias de prevenção aplicadas. Como explica a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), o cancro é a proliferação anormal de células que, na maioria dos casos, resulta de fatores ambientais e do estilo de vida, e não de hereditariedade. Isto significa que as escolhas quotidianas têm um impacto real e mensurável no risco individual de desenvolver a doença.

Que percentagem dos cancros pode ser evitada?

A evidência científica disponível aponta para que pelo menos um terço dos tipos de cancro mais comuns seja evitável através de quatro medidas principais: cessação do tabaco, redução do consumo de álcool, adoção de uma alimentação saudável e prática regular de exercício físico. Esta estimativa é consistente entre as principais organizações de saúde mundiais, incluindo a OMS, a American Cancer Society e o Instituto Europeu de Oncologia.

Um segundo terço dos cancros mortais está associado a infeções preveníveis, exposição a fatores ambientais e outros fatores que também podem ser mitigados. No total, estima-se que mais de metade dos cancros seja, em alguma medida, prevenível com as ferramentas que já existem.

Quais os tipos de cancro mais comuns em Portugal?

 

Tipo de cancro Nota sobre prevenção
Cancro colorretal (cólon e reto) Fortemente associado à alimentação, sedentarismo e obesidade. Rastreio gratuito no SNS a partir dos 50 anos
Cancro da mama O rastreio com mamografia reduz a mortalidade em até 40%. Disponível gratuitamente para mulheres dos 45/50 aos 69 anos
Cancro do pulmão Cerca de 85% dos casos associados ao tabagismo. Rastreio com TC de baixa dose recomendado em fumadores de alto risco
Cancro da próstata Associado à idade e hereditariedade. Rastreio com PSA a discutir individualmente com o médico a partir dos 50 anos
Cancro do colo do útero Altamente prevenível com vacinação HPV e rastreio com citologia. Taxa de cura elevada quando detetado precocemente
Cancro da pele Fortemente associado à exposição solar sem proteção. Muito prevenível com protetor solar e evitar horas de pico solar
Cancro do estômago Associado à infeção por H. pylori, ao tabaco, ao álcool e ao consumo excessivo de sal e carnes processadas

 

A hereditariedade é o principal fator de risco para o cancro?

Não. Segundo a American Cancer Society, apenas 5 a 10 por cento dos cancros são hereditários. A grande maioria resulta de fatores ambientais e do estilo de vida. Isto é uma notícia importante: significa que, para a maioria das pessoas, o cancro não é um destino escrito nos genes mas uma probabilidade que pode ser reduzida com escolhas conscientes. As histórias de cancro na família são um fator de risco a comunicar ao médico, que pode indicar rastreio mais precoce ou mais frequente, mas não determinam inevitavelmente o aparecimento da doença. Como documentam os dados da DGS sobre alimentação e cancro, os fatores modificáveis têm um peso muito superior ao frequentemente assumido no risco oncológico individual.

 

Quais os principais fatores de risco modificáveis para o cancro?

Os fatores de risco modificáveis são aqueles sobre os quais cada pessoa tem algum grau de controlo. Conhecê-los não serve para criar culpa mas para tomar decisões mais informadas.

O tabaco é o principal fator de risco evitável para o cancro?

Sim. O tabaco é o fator de risco modificável com maior impacto comprovado no desenvolvimento de cancro. Existem estudos que relacionam o tabagismo com o aumento do risco de diagnóstico e mortalidade associada a 15 tipos de cancro, incluindo cancro da boca, língua, laringe, pulmão, esófago, pâncreas, fígado, intestino, bexiga e leucemia. O cancro do pulmão, que mata mais de 4 mil pessoas por ano em Portugal, é em cerca de 85 por cento dos casos diretamente atribuível ao tabaco.

Deixar de fumar reduz significativamente o risco, mesmo para quem fumou durante décadas. O risco de cancro do pulmão diminui progressivamente ao longo dos anos após a cessação tabágica. Não existe nenhum nível de consumo de tabaco que seja seguro do ponto de vista oncológico.

O álcool causa cancro?

Sim. O álcool é um carcinogénio reconhecido pela Agência Internacional de Investigação sobre o Cancro (IARC), classificado no grupo 1, o nível de maior certeza científica. Está associado a um aumento do risco de pelo menos seis tipos de cancro: boca, garganta, esófago, fígado, cólon e mama. Não existe um nível de consumo de álcool considerado seguro do ponto de vista oncológico. A ideia de que o vinho tinto em moderação protege contra o cancro não tem suporte científico sólido e é contrariada pela classificação inequívoca do álcool como carcinogénio.

Em Portugal, o consumo de álcool é ligeiramente superior à média europeia, o que contribui para uma maior exposição a este fator de risco na população geral.

A obesidade e o sedentarismo aumentam o risco de cancro?

Sim. O excesso de peso, a obesidade e a inatividade física são fatores de risco estabelecidos para vários tipos de cancro, incluindo cancro do cólon, mama (em mulheres pós-menopausa), endométrio, rim, esófago e pâncreas. Os mecanismos incluem o estado de inflamação crónica associado ao tecido adiposo em excesso, as alterações hormonais provocadas pela obesidade e a produção de fatores de crescimento que podem estimular a proliferação de células cancerosas. Como exploramos no artigo sobre o sedentarismo e os seus efeitos na saúde, a prática regular de atividade física reduz o risco de cancro do cólon em 25 a 50% e o cancro da mama em 20 a 40%.

A exposição solar sem proteção é um fator de risco relevante?

Sim. A exposição excessiva à radiação ultravioleta, solar ou artificial (como câmaras de bronzeamento), é a principal causa do cancro da pele, o tipo de cancro mais diagnosticado em muitos países ocidentais. O melanoma, a forma mais grave de cancro da pele, tem uma taxa de mortalidade elevada quando diagnosticado em fase avançada, mas é muito prevenível com proteção solar adequada, evitando a exposição nas horas de maior intensidade e fazendo vigilância regular de lesões cutâneas suspeitas.

Que outros fatores ambientais e infeciosos aumentam o risco?

Para além dos fatores de estilo de vida, existem outros que contribuem para o risco oncológico e sobre os quais é possível agir:

  • HPV (Vírus do Papiloma Humano): causa a grande maioria dos cancros do colo do útero e está associado a cancros da orofaringe, ânus, vulva e pénis. A vacinação HPV está integrada no Programa Nacional de Vacinação português para raparigas e rapazes;
  • Hepatite B e C: associadas ao cancro do fígado. A vacinação contra a hepatite B está disponível e o rastreio da hepatite C é recomendado em grupos de risco;
  • Helicobacter pylori: bactéria associada ao cancro do estômago, diagnosticável e tratável com antibioterapia;
  • Poluição do ar interior: o radão (gás radioativo que pode acumular-se em habitações) e a poluição por fumos de combustão são fatores de risco para o cancro do pulmão reconhecidos pelo Código Europeu Contra o Cancro na sua atualização de 2025;
  • Exposição profissional a carcinogénios: amianto, benzeno, formaldeído e outros compostos químicos em contexto laboral são fatores de risco reconhecidos.

 

Como a alimentação influencia o risco de cancro?

A relação entre alimentação e cancro é complexa e não pode ser reduzida a alimentos milagrosos ou a alimentos proibidos. O que a investigação mostra de forma consistente é que os padrões alimentares globais, ao longo de anos e décadas, têm um impacto real no risco oncológico.

Que alimentos e hábitos alimentares reduzem o risco de cancro?

As recomendações com maior evidência científica para a redução do risco oncológico através da alimentação são as seguintes:

  • Vegetais e fruta em abundância: ricos em fibra, antioxidantes e fitoquímicos com propriedades anti-inflamatórias e protetoras do ADN;
  • Cereais integrais e leguminosas: a fibra alimentar, especialmente a proveniente de cereais integrais, está associada a menor risco de cancro colorretal;
  • Manutenção de um peso saudável: a prevenção da obesidade é uma das medidas com maior impacto na redução do risco oncológico global;
  • Azeite virgem extra: os polifenóis do azeite têm propriedades anti-inflamatórias e associação documentada a menor risco de cancro da mama;
  • Atividade física regular: reduz o risco de cancro do cólon e da mama por múltiplos mecanismos, incluindo a regulação hormonal e a redução da inflamação.

Que alimentos e hábitos alimentares aumentam o risco de cancro?

Os seguintes grupos de alimentos e padrões alimentares têm associação documentada a maior risco oncológico:

  • Carnes processadas (enchidos, fumados, salsichas): classificadas pela IARC no grupo 1 de carcinogéneos, com associação direta ao cancro colorretal;
  • Carnes vermelhas em excesso: classificadas como provavelmente carcinogénicas (grupo 2A). O consumo ocasional é diferente do consumo frequente e em grandes quantidades;
  • Alimentos ultraprocessados: ricos em açúcares adicionados, gorduras trans e aditivos associados à obesidade e à inflamação crónica;
  • Excesso de sal: associado ao cancro do estômago, especialmente em combinação com a infeção por H. pylori;
  • Bebidas açucaradas: contribuem para a obesidade e a inflamação, dois fatores de risco oncológico.

A dieta mediterrânica protege contra o cancro?

Sim, existe evidência consistente de que a adesão à dieta mediterrânica está associada a menor risco de vários tipos de cancro, incluindo cancro da mama, colorretal e da pele. O mecanismo é múltiplo: a dieta mediterrânica é naturalmente rica em antioxidantes, fibra, ácidos gordos ómega-3 e polifenóis, e simultaneamente pobre nos alimentos que aumentam o risco oncológico. Como exploramos no artigo sobre a dieta mediterrânica e os seus benefícios, este padrão alimentar é o mais bem estudado e com maior consenso científico de benefício para a saúde a longo prazo.

 

Que rastreios oncológicos fazer e quando?

O rastreio oncológico permite detetar o cancro numa fase inicial, quando as probabilidades de tratamento com sucesso são muito maiores. Não é diagnóstico preventivo: é deteção precoce. E a diferença entre detetar um cancro em fase I ou em fase IV pode ser a diferença entre curar e não curar.

Que rastreios são disponibilizados gratuitamente pelo SNS em Portugal?

O Serviço Nacional de Saúde português disponibiliza programas de rastreio oncológico gratuitos para a população geral, com base nas faixas etárias de maior risco:

 

Rastreio Quem abrange Periodicidade
Cancro da mama (mamografia) Mulheres dos 45 aos 69 anos A cada dois anos
Cancro do colo do útero (citologia) Mulheres dos 25 aos 64 anos A cada três anos
Cancro colorretal (pesquisa de sangue oculto nas fezes) Homens e mulheres dos 50 aos 74 anos A cada dois anos; colonoscopia se resultado positivo
Cancro do pulmão (TC de baixa dose) Fumadores de alto risco entre os 50 e os 74 anos Anualmente, de acordo com critérios clínicos

 

Estes rastreios são os que têm evidência mais sólida de redução da mortalidade e estão recomendados pelo Código Europeu Contra o Cancro. Outros rastreios, como o PSA para o cancro da próstata, devem ser discutidos individualmente com o médico de família, dado que a relação custo-benefício é mais complexa.

Como aceder aos programas de rastreio do SNS?

O acesso é simples: os convites para participar nos programas de rastreio são enviados pelo SNS para o domicílio dos utentes inscritos no centro de saúde da área de residência, com base nos critérios de idade. Quem não recebeu convite ou o perdeu pode contactar diretamente o centro de saúde ou a Unidade de Saúde Familiar onde está inscrito. A Liga Portuguesa Contra o Cancro disponibiliza também informação e apoio sobre os programas de rastreio disponíveis em todo o país.

 

O Código Europeu Contra o Cancro: o que recomenda

O Código Europeu Contra o Cancro é um conjunto de recomendações baseadas em evidência, elaborado por especialistas europeus e atualizado em outubro de 2025. Como detalha a DECO, a nova versão do Código inclui 14 medidas e incorpora pela primeira vez recomendações sobre o rastreio do cancro do pulmão e a redução da poluição do ar interior como medida preventiva.

Quais as 14 medidas do Código Europeu Contra o Cancro?

O Código resume em 14 pontos práticos o que cada pessoa pode fazer para reduzir o seu risco individual de desenvolver cancro:

  • Não fumar. Se fuma, procure ajuda para parar;
  • Tornar o seu ambiente doméstico e profissional livre de fumo;
  • Manter um peso saudável;
  • Ser fisicamente ativo no dia a dia e limitar o tempo sentado;
  • Seguir uma alimentação saudável, rica em vegetais, fruta, leguminosas e cereais integrais;
  • Limitar o consumo de álcool. Não consumir álcool é a opção mais segura para a prevenção do cancro;
  • Evitar a exposição excessiva ao sol, especialmente entre as crianças. Usar protetor solar e vestuário protetor;
  • Proteger-se de substâncias cancerígenas no local de trabalho;
  • Verificar os níveis de radão em casa e tomar medidas se forem elevados;
  • Reduzir a poluição do ar interior, incluindo a proveniente da combustão de combustíveis sólidos;
  • Para as mulheres: a amamentação reduz o risco de cancro da mama. A terapêutica hormonal de substituição aumenta o risco de alguns tipos de cancro;
  • Garantir que os filhos participam nos programas de vacinação contra a hepatite B (recém-nascidos) e o HPV (raparigas e rapazes);
  • Participar nos programas de rastreio do cancro da mama, do colo do útero e colorretal;
  • Participar no rastreio do cancro do pulmão se for fumador de alto risco.

 

Prevenção do cancro nos idosos

Com o avançar da idade, o risco de desenvolver cancro aumenta de forma significativa. A maioria dos diagnósticos oncológicos ocorre em pessoas com mais de 60 anos, o que torna a prevenção e o rastreio especialmente relevantes nesta faixa etária.

O risco de cancro aumenta com a idade?

Sim, de forma clara. O envelhecimento é em si mesmo um fator de risco para o cancro, porque ao longo da vida vão-se acumulando mutações no ADN, os mecanismos de reparação celular tornam-se menos eficientes e o sistema imunitário perde gradualmente a capacidade de identificar e destruir células anómalas. Este processo é acelerado por décadas de exposição a fatores de risco como o tabaco, o álcool, a inatividade e a inflamação crónica.

A ligação entre o envelhecimento celular e o risco oncológico está também relacionada com o encurtamento dos telómeros, como exploramos no artigo sobre os telómeros e o envelhecimento. A instabilidade genómica associada a telómeros muito curtos pode favorecer o desenvolvimento de mutações cancerígenas, o que reforça a importância de hábitos que protegem o envelhecimento celular ao longo da vida.

Que hábitos são mais importantes na terceira idade para reduzir o risco de cancro?

Na terceira idade, alguns hábitos preventivos têm impacto particularmente relevante. Mesmo que muitas décadas de vida já tenham passado, a adoção ou manutenção de comportamentos saudáveis continua a fazer diferença:

  • Manter-se ativo fisicamente: mesmo caminhadas regulares de 30 minutos reduzem o risco de cancro do cólon e contribuem para o controlo do peso;
  • Seguir uma alimentação rica em fibra e vegetais: a dieta mediterrânica adaptada às capacidades digestivas e às necessidades nutricionais do idoso é a opção com maior suporte científico;
  • Participar nos rastreios disponíveis na faixa etária: colonoscopia, mamografia e rastreio do cancro do pulmão em fumadores de alto risco são os mais relevantes nos idosos;
  • Proteger-se do sol: o cancro da pele é muito comum nos idosos com história de exposição solar ao longo de décadas, e a vigilância de lesões cutâneas é simples e eficaz;
  • Não fumar e reduzir o álcool: nunca é tarde para parar de fumar. O risco diminui progressivamente após a cessação, independentemente da idade.

Como o apoio domiciliário pode contribuir para a prevenção oncológica?

O apoio domiciliário tem um papel indireto mas real na prevenção do cancro nos idosos, especialmente naqueles que vivem sozinhos ou que têm dificuldades de mobilidade. A presença regular de um cuidador profissional garante que as consultas e os rastreios são cumpridos, que a alimentação diária é equilibrada e rica nos alimentos que protegem a saúde celular, e que qualquer alteração física preocupante é detetada e reportada ao médico assistente de forma atempada.

A deteção precoce de sintomas suspeitos e a garantia de continuidade nos cuidados médicos são dois dos contributos mais concretos que o apoio domiciliário pode dar na jornada oncológica de um idoso. Conheça o serviço de apoio domiciliário da Caring e perceba como podemos apoiar o seu familiar de forma personalizada. Para uma avaliação sem compromisso, peça a sua estimativa aqui.

 

Prevenir é agir hoje pelo futuro

O cancro não é uma sentença nem é inevitável para a maioria das pessoas. É uma doença influenciada por muitos fatores, alguns fora do nosso controlo, mas muitos dentro dele. As escolhas que se fazem hoje, sobre o que se come, o quanto se move, o que se fuma ou bebe, e os rastreios que se fazem ou não se fazem, têm consequências reais na probabilidade de um diagnóstico oncológico no futuro.

Não se trata de viver com medo. Trata-se de viver com informação. E agir com ela.

 

Nota: A informação apresentada neste artigo destina-se exclusivamente a fins informativos e educativos. Não substitui o aconselhamento médico personalizado. Para questões sobre risco oncológico individual ou acesso a rastreios, consulte o seu médico de família.

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