Há mais de 2.800 pessoas internadas em hospitais públicos portugueses que já têm alta clínica. Não estão lá por estarem doentes, estão lá porque não têm para onde ir. Ocupam uma cama, um quarto, uma equipa de enfermagem que deveria estar a tratar doentes agudos, e ninguém parece conseguir resolver a situação. Este fenómeno chama-se internamento social, e está a crescer a um ritmo que preocupa hospitais, famílias e o próprio Estado.
Os números mais recentes mostram um agravamento acentuado, com custos que já ultrapassam centenas de milhões de euros por ano. E também com consequências diretas na saúde de quem fica retido entre paredes hospitalares sem necessidade clínica. Mas o que está, na prática, por trás destes internamentos? Quem são as pessoas mais afetadas? Vamos dizer-lhe tudo neste artigo.
Ainda mais importante, vamos mostrar que existem soluções para os internamentos sociais. Estas respostas evitam que um idoso ou um familiar seu fique “preso” num hospital depois de já não precisar de lá estar. Neste artigo respondemos a estas e outras questões essenciais sobre os internamentos sociais em Portugal.
O que são internamentos sociais?
Os internamentos sociais são a permanência de um doente num hospital depois de ter alta clínica. Ou seja, são doentes que continuam internados depois de já não existir nenhuma razão médica que o justifique. O motivo da permanência deixa de ser de saúde e passa a ser exclusivamente social, por motivos como falta de retaguarda familiar, ausência de vaga numa estrutura adequada ou processos administrativos e legais ainda por resolver.
Este conceito é também conhecido por “internamento inapropriado” ou “internamento indevido”. É precisamente assim que é classificado nos relatórios oficiais que monitorizam o problema em Portugal, em estudos e dados do Estado que são um alerta para o crescimento deste problema.
Qual a definição oficial de internamento social?
Segundo o Barómetro de Internamentos Sociais (BIS), elaborado pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) em parceria com a EY Portugal, considera-se internamento inapropriado “todos os dias que um doente passa no hospital depois da alta clínica, sem que exista um motivo de saúde que justifique a sua permanência em ambiente hospitalar”.
Esta definição é fundamental porque distingue claramente duas realidades que, à primeira vista, podem parecer semelhantes mas que têm origens e soluções completamente diferentes.
Qual a diferença entre internamento clínico e internamento social?
As diferenças entre internamentos clínicos e internamentos sociais são as seguintes:
| Critério | Internamento Clínico | Internamento Social |
| Motivo da permanência | Necessidade de tratamento, vigilância ou cuidados médicos ativos | Ausência de resposta social ou familiar após alta médica |
| Responsável pela decisão | Equipa médica | Assistente social / Equipa de Gestão de Altas |
| Recursos utilizados | Equipamento e equipa clínica especializada | Cama hospitalar sem necessidade de cuidados agudos |
| Risco para o doente | Inerente à patologia | Aumenta com a permanência (infeções, quedas, delirium) |
| Solução | Tratamento e recuperação | Vaga em RNCCI, ERPI ou apoio domiciliário |
Quantos internamentos sociais existem em Portugal em 2026?
Os dados mais recentes, da 10.ª edição do Barómetro de Internamentos Sociais, divulgada em abril de 2026 e com informação recolhida até 19 de março de 2026, mostram a dimensão atual do problema:
- 2.807 camas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ocupadas por doentes em situação de internamento social, um aumento de 19% em apenas um ano;
- O índice de inapropriação do internamento (percentagem de camas ocupadas indevidamente) subiu para 13,9%, quando há dois anos estava nos 11,1%;
- Foram contabilizados 439.871 dias de internamento indevido entre março de 2025 e março de 2026, mais 20% do que no ano anterior;
- O custo anual para o Estado é de 351 milhões de euros, mais 63 milhões do que na edição anterior do barómetro.
O estudo, conduzido pela APAH com o apoio institucional da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública (ANMSP) e da Ordem dos Assistentes Sociais (OAS), envolveu 41 unidades hospitalares do SNS, representando 97% do total de camas do sistema público.
Os internamentos sociais em Portugal estão a aumentar?
Sim, os internamentos sociais estão a aumentar em Portugal. O número de internamentos sociais em Portugal aumentou 330% nos últimos seis anos, como indicam os seguintes dados do jornal Público:
| Ano | N.º de internamentos sociais (camas ocupadas) |
| 2021 | 853 |
| 2022 | 1.048 |
| 2023 | 1.675 |
| 2025 | 2.342 |
| 2026 | 2.807 |
Quanto tempo dura, em média, um internamento social?
A duração média nacional de um internamento social é de 157 dias, praticamente inalterada face ao ano anterior, mas com variações regionais muito significativas:
- 239 dias na Região Norte;
- 124 dias em Lisboa e Vale do Tejo;
- 32 dias no Alentejo.
Estas diferenças refletem desigualdades regionais no acesso a respostas como a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) ou as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), e ajudam a explicar por que motivo as regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte concentram 85% do total dos internamentos inapropriados a nível nacional.
Quais as principais causas dos internamentos sociais?
A principal causa dos internamentos sociais em Portugal é a falta de resposta da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI). Os dados da SPMI sobre os motivos para internamentos sociais indicam que 45% são causados pela falta de resposta deste sistema de retaguarda, um crescimento em relação aos 38% registados na edição anterior do barómetro. Este é, em todas as regiões do país, o principal motivo de internamento social.
Outras causas para os internamentos sociais são:
- Falta de vagas em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), com maior impacto na região de Lisboa e Vale do Tejo;
- Ausência de retaguarda familiar para acolher o doente após a alta, seja por falta de disponibilidade, capacidade física ou condições habitacionais adequadas;
- Situações sociais e familiares complexas, incluindo conflitos familiares, doentes em situação de isolamento ou sem rede de suporte;
- Lentidão nos processos legais, nomeadamente associados ao Regime do Maior Acompanhado, que o presidente da APAH, Xavier Barreto, identifica como um verdadeiro “bloqueio à alta hospitalar”;
- Falta de capacidade instalada fora do hospital, ou seja, insuficiência de respostas na comunidade, como o apoio domiciliário, que permitiriam o regresso seguro a casa.
Existem diferenças regionais nas causas dos internamentos sociais?
Sim, existem diferenças regionais nas causas dos internamentos sociais, e elas são significativas. Segundo dados anteriores do barómetro, citados pela RTP, a falta de resposta da RNCCI tem peso muito diferente consoante a região:
| Região | Peso da falta de resposta da RNCCI |
| Centro | 74% dos internamentos sociais |
| Algarve | 49% dos internamentos sociais |
| Alentejo | 46% dos internamentos sociais |
Já a falta de resposta das ERPI tem maior impacto noutras zonas do país, nomeadamente em Lisboa e Vale do Tejo (68%), seguida do Centro (40%) e do Algarve (38%).
O que está a ser feito para resolver as causas dos internamentos sociais?
As medidas em curso para tentar travar o problema na origem e resolver os problemas dos internamentos sociais são:
- A Portaria n.º 20/2026/1, publicada em janeiro de 2026, que reviu o regime de articulação interinstitucional para a transferência de doentes com alta clínica para o setor social e solidário;
- A Resolução da Assembleia da República n.º 69/2026, de 9 de abril, que reforça a necessidade de regulamentar este regime de articulação;
- O programa “Voltar a Casa”, proposta em discussão na Assembleia da República através do Projeto de Lei n.º 389/XVI, que pretende encaminhar doentes com alta clínica para respostas sociais adequadas;
- O reforço de 52 camas contratualizadas para internamentos sociais, anunciado pelo Governo;
- Atualmente, existem 27 instituições com alternativas contratualizadas a nível nacional, com 1.035 doentes em vagas contratualizadas e 714 já integrados ao abrigo destas medidas.
Apesar destas iniciativas, os próprios autores do barómetro consideram que os internamentos sociais são “um problema com elevado grau de complexidade que exige uma resposta articulada entre diversas entidades”, nomeadamente saúde, segurança social, justiça e comunidade.
Que doentes sofrem mais de internamentos sociais?
Os doentes que sofrem mais de internamentos sociais são pessoas idosas, com mais de 65 anos, internadas sobretudo em serviços de medicina interna. As pessoas com mais de 65 anos representam 72% de todos os doentes em situação de internamento social, segundo os dados mais recentes do barómetro. Em edições anteriores do estudo, este valor já chegava aos 76% dos episódios.
Em que serviços hospitalares se concentram mais os internamentos sociais?
O serviço de Medicina Interna é, de longe, onde existem mais mais os internamentos sociais. Ele concentra 46% do total dos internamentos inapropriados a nível nacional. Os internamentos de índole médica (por oposição a cirurgia) representam, no total, 71% destes casos.
Quem sofre mais internamentos sociais: os homens ou as mulheres?
Não há uma diferença significativa entre os internamentos sociais nos homens e mulheres. Os dados do barómetro mostram que a situação de internamento social incide de forma equilibrada sobre ambos os sexos, sem uma diferença relevante de género, sendo o fator determinante, sobretudo, a idade e a condição clínica do doente.
Por que os idosos são mais afetados por internamentos sociais?
Os idosos são o grupo mais vulnerável a internamentos sociais por uma combinação de fatores: maior incidência de doenças crónicas e incapacitantes, maior probabilidade de viverem sozinhos ou com retaguarda familiar limitada, e maior dependência das respostas formais de cuidados continuados (RNCCI, ERPI), precisamente as áreas onde a oferta é mais escassa face à procura.
Que condições clínicas estão mais associadas aos internamentos sociais?
Embora o barómetro não detalhe diagnósticos específicos, a concentração em Medicina Interna e em doentes idosos aponta para um perfil clínico recorrente, frequentemente associado a:
- Acidente Vascular Cerebral (AVC), com perda significativa de autonomia;
- Fraturas da anca e outras consequências de quedas;
- Demências e outras formas de declínio cognitivo;
- Doenças crónicas múltiplas, como insuficiência cardíaca ou DPOC;
- Sarcopenia e perda de mobilidade associada a internamentos prolongados.
Estas condições têm em comum o facto de exigirem, após a alta, um nível de cuidados e supervisão que muitas famílias não conseguem garantir sozinhas, e que, sem alternativa disponível, mantém o doente no hospital.
Quais as consequências dos internamentos sociais?
As principais consequências dos internamentos sociais são a ocupação de vagas e camas em hospitais, o impacto psicológico nos pacientes associado à sensação de abandono e os custos para o sistema nacional pela obrigação de continuação dos tratamentos e pelas potenciais complicações clínicas associadas aos internamentos.
Veja agora no quadro seguinte os impactos da permanência de idosos com alta nos hospitais:
| Consequência | Explicação |
| Ocupação de camas e vagas hospitalares | Cada doente em situação social mantém indisponível uma cama que deveria estar reservada a doentes agudos, congestionando urgências e listas de espera para cirurgia |
| Risco acrescido de infeções hospitalares | A permanência prolongada expõe o doente a bactérias multirresistentes, mais comuns no ambiente hospitalar do que em casa |
| Quedas e perda de mobilidade | A imobilidade prolongada favorece a sarcopenia (perda de massa muscular), aumentando o risco de quedas e fraturas |
| Delirium e confusão mental | Especialmente em idosos, a disrupção da rotina e o ambiente hospitalar prolongado favorecem episódios de confusão e desorientação |
| Impacto psicológico e sensação de abandono | O prolongamento da hospitalização para além do necessário gera ansiedade, frustração e, em muitos casos, uma sensação de abandono institucional |
| Sobrecarga das equipas clínicas | Profissionais de saúde dedicam tempo e recursos a doentes que já não necessitam de cuidados médicos ativos, em detrimento de doentes agudos |
| Custos elevados para o Estado | O custo direto da ocupação indevida de camas é de 351 milhões de euros por ano, sem contar com custos indiretos associados a atrasos noutros tratamentos |
Que impacto têm os internamentos sociais no SNS?
Para além do impacto individual, os internamentos sociais comprometem diretamente o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde:
| Indicador | Valor (2026) |
| Camas ocupadas por internamentos sociais | 2.807 |
| Percentagem do total de camas do SNS | 13,9% |
| Custo anual para o Estado | 351 milhões de euros |
| Dias totais de internamento indevido/ano | 439.871 |
| Aumento de custos face ao ano anterior | +63 milhões de euros |
A SPMI alerta que estes internamentos representam “um fator de risco adicional para eventos adversos”, como infeções associadas aos cuidados de saúde, ao mesmo tempo que “compromete a eficiência” do sistema hospitalar, ao impedir que essas camas sejam usadas para doentes agudos que delas realmente necessitam.
Qual é o custo financeiro real dos internamentos sociais para o país?
O custo direto, calculado pelo barómetro com base nos dias de internamento inapropriado, é de 351 milhões de euros por ano. Este valor reflete apenas o custo direto da ocupação de camas hospitalares, não contabilizando custos indiretos como o impacto nas listas de espera, a sobrecarga de profissionais de saúde ou o agravamento clínico que, por vezes, resulta numa estadia hospitalar ainda mais longa e dispendiosa.
Que soluções existem para os internamentos sociais?
Existem várias soluções para os internamentos sociais, como o aumento da proximidade com a família, o apoio domiciliário (privado ou prestado por familiares, nomeadamente através do estatuto de cuidador informal), a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e, em vários hospitais, programas de hospitalização domiciliária. Algumas das alternativas aos internamentos sociais são:
| Alternativa | O que é | Limitação atual |
| RNCCI | Rede pública de cuidados continuados, com unidades de convalescença, média e longa duração | Lista de espera longa; é a principal causa de internamento social (45% dos casos) |
| ERPI (lares) | Estruturas residenciais para acolhimento permanente de idosos | Falta de vagas, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo |
| Hospitalização domiciliária | Equipas hospitalares que prestam cuidados de nível hospitalar em casa do doente | Disponível apenas nalgumas unidades, com horários limitados e sem acompanhamento permanente |
| Apoio domiciliário privado | Empresas especializadas que prestam cuidados personalizados em casa | Resposta imediata, mas exige contratação privada (com comparticipações e benefícios fiscais associados) |
| Cuidador informal (família) | Apoio prestado por um familiar, com reconhecimento e apoios através do estatuto de cuidador informal da Segurança Social | Exige disponibilidade e capacidade física da família, com risco de sobrecarga sem apoio complementar |
Porque é que o apoio domiciliário é apontado como a solução para os internamentos sociais?
O apoio domiciliário destaca-se das restantes alternativas aos internamentos sociais porque não depende de vagas, listas de espera ou processos administrativos morosos. Ao contrário da RNCCI ou das ERPI, cuja capacidade é limitada e cuja procura excede largamente a oferta, um serviço de apoio domiciliário pode iniciar a prestação de cuidados em poucos dias, funcionando como verdadeiro apoio pós-hospitalar em casa.
Esta resposta rápida é precisamente o que falta no sistema atual: uma “ponte” entre a alta hospitalar e a recuperação segura em casa, evitando que o doente fique retido no hospital apenas por não ter para onde ir.
Que cuidados pode o apoio domiciliário garantir a um idoso após a alta?
Um serviço de apoio domiciliário profissional consegue assegurar, em casa, grande parte dos cuidados que justificariam, na ausência de alternativa, a permanência no hospital:
- Cuidados de saúde, incluindo acompanhamento por enfermeiro de família, gestão da medicação, tratamento de feridas e pensos, e apoio nutricional especializado;
- Cuidados pessoais, como higiene, alimentação, vestir e despir, e apoio na mobilidade dentro de casa;
- Cuidados especiais, com acompanhamento 24 horas, vigilância permanente e suporte específico para demências, pós-operatórios complexos ou doentes acamados;
- Fisioterapia e reabilitação, fundamentais para recuperar a mobilidade após AVC, fraturas ou cirurgias ortopédicas;
- Vigilância e monitorização permanente, fundamental em doentes com risco de quedas, delirium ou agravamento clínico;
- Suporte emocional ao doente e à família, reduzindo o impacto psicológico da transição;
- Identificação e mitigação de riscos na habitação, prevenindo quedas e outros acidentes domésticos.
Esta resposta é particularmente relevante para perfis de doentes mais associados a internamentos sociais, em que a ansiedade da transição hospital-casa, uma das principais causas de stress na terceira idade, pode ser significativamente atenuada com acompanhamento profissional adequado.
Como o apoio domiciliário pode ajudar a reduzir os internamentos sociais?
O apoio domiciliário pode ajudar a reduzir os internamentos sociais ao funcionar como uma alternativa de retaguarda imediata, disponível assim que o doente recebe alta clínica, sem necessidade de aguardar vaga na RNCCI ou numa ERPI. Ele pode ser contratado por espaços de tempo reduzidos, até ter vaga no lar, ou, preferencialmente, como a forma de manter o idoso no seu espaço de conforto e confiança.
Ele tem ainda a vantagem de integrar diversas valências. Ao garantir cuidados de enfermagem, apoio pessoal e vigilância em casa, este tipo de serviço elimina o principal motivo que mantém o doente no hospital, que é a ausência de uma resposta segura fora do ambiente hospitalar.
Esta resposta tem ainda um efeito direto na eficiência do SNS, ao libertar camas para doentes agudos, e um efeito direto na família, que deixa de ter de assumir sozinha os cuidados técnicos do idoso. Este é um benefício extremamente relevante, ao reduzir o risco de burnout do cuidador.
Que benefícios oferece o apoio domiciliário para quem sai de um internamento hospitalar?
Os principais benefícios do apoio domiciliário para quem sai de um internamento hospitalar são:
- Recuperação mais rápida, num ambiente familiar e emocionalmente estável;
- Redução do risco de infeções, comparado com a permanência prolongada em ambiente hospitalar;
- Preservação da autonomia e da privacidade do idoso;
- Continuidade dos cuidados clínicos, com gestão da medicação, tratamento de feridas e acompanhamento de enfermagem;
- Redução de custos, quando comparado com o custo de um dia de internamento hospitalar;
- Alívio para a família, que passa a contar com uma equipa profissional dedicada ao doente.
Quanto tempo demora a obter apoio domiciliário para um idoso que vai ter alta hospitalar?
Com a Caring, obter apoio domiciliário para um idoso que vai ter alta hospitalar demora menos de uma semana. Basta pedir uma simulação de preços de apoio domiciliário para que a nossa equipa avalie as necessidades do doente, agende uma visita à residência e desenhe um plano de cuidados personalizado, pronto a iniciar assim que a família precisar.
Mais do que evitar um internamento social, o objetivo é garantir que o regresso a casa é feito com segurança, continuidade clínica e o acompanhamento humano que cada família merece.
Os internamentos sociais são, acima de tudo, o sintoma de um sistema que ainda não encontrou resposta suficiente para acompanhar o envelhecimento da população portuguesa. Enquanto a RNCCI e as ERPI não conseguirem absorver a procura crescente, o apoio domiciliário continuará a ser a alternativa mais rápida, flexível e humana para garantir que um idoso recupera onde deve: em casa, junto da sua família.