O colagénio representa até 30% de toda a proteína do seu organismo e tem um papel fundamental para reter a beleza da sua pele, cabelo e unhas, e a estrutura dos orgãos. Imagine-o como os tijolos e o cimento que sustentam a firmeza da sua pele e a resistência dos seus ossos. Sem ele, a estrutura que nos define começaria literalmente a falhar.
A realidade biológica é implacável: a partir dos 25 anos, a sua “fábrica” interna de colagénio abranda e a produção cai cerca de 1% a cada ano. Esta perda silenciosa é a verdadeira culpada pelas primeiras rugas, pelo cansaço nas articulações e pela fragilidade do cabelo. Ao chegar aos 50 anos, especialmente na menopausa, este declínio pode atingir uns drásticos 30%.
Neste guia, vamos desvendar como pode retomar o controlo e proteger a sua integridade estrutural. Descubra os diferentes tipos de colagénio, como a alimentação e a suplementação certa podem travar o tempo e o que a ciência diz sobre recuperar a sua vitalidade. O seu corpo agradece este investimento na sua própria longevidade.
O que é o colagénio?
O colagénio é a proteína mais abundante no corpo humano. Ela é produzida pelo próprio organismo e está presente nos ossos, músculos, tecidos, pele, tendões, ligamentos, cartilagens e outras áreas e órgãos.
A sua principal função é manter as células unidas. Com o aumento da idade o corpo começa a produzir menos colagénio, e isso é um dos motivos para as rugas, envelhecimento da pele ou flacidez dos tecidos. Mas existem várias formas de reforçar os níveis de colagénio, seja com alimentos ricos nesta substância, suplementos e também ao estimular o corpo humano com diversas atividades.
Colagénio e colágeno são a mesma coisa?
Sim, as duas expressões referem-se à mesma substância produzida pelo corpo humano e também por outros animais. A diferença é que colagénio é a expressão usada habitualmente em português de Portugal, enquanto colágeno é a forma mais usual de se referir a esta substância em português do Brasil.
O colagénio é uma proteína?
Sim, o colagénio é a principal proteína do corpo humano, representando entre 25% e 30% de todas as proteínas que temos. Além disso, a função do colagénio é muito particular e diferente das outras proteínas. O seu papel é de suporte e estrutura (sendo considerado os “tijolos e cimento do corpo humano”), enquanto as outras proteínas têm habitualmente funções específicas. Como, por exemplo, as enzimas que que ajudam na digestão.
O colagénio também se distingue da maioria das outras proteínas pela sua constituição química (em triplas hélices) e pelas suas características. Apesar de extremamente forte e resistente, é é igualmente flexível, sendo um dos segredos para manter o corpo unido e capaz de se mover “sem rasgar”.
Quantos tipos de colagénio existem?
Existem 28 tipos de colagénio identificados no corpo humano, de acordo com os estudos mais recentes sobre a variedade de colagénio existentes no corpo humano. Existem outras pesquisas, mas cujos dados ainda não foram validados pela comunidade científica internacional, a reportar a descoberta do 29º tipo de colagénio no corpo humano.
Qual a diferença entre colagénio hidrolisado e colagénio não hidrolisado?
A principal diferença entre colagénio hidrolisado (Tipo 1) e colagénio não hidrolisado (Tipo 2) reside no tamanho das moléculas e na respetiva biodisponibilidade. O colagénio hidrolisado foi submetido a um processo de quebra molecular (hidrólise), resultando em péptidos pequenos que são facilmente absorvidos e distribuídos pelo organismo para a síntese proteica. Por outro lado, o colagénio não hidrolisado mantém a sua estrutura proteica íntegra e complexa, o que dificulta a absorção intestinal direta
Por esta diferença na composição e disponibilidade, o colagénio não hidrolisado é usado maioritariamente em doses muito menores e para fins específicos, como a modulação da resposta imunitária e o tratamento de inflamações articulares.
O que é o colagénio Tipo 1?
O colagénio Tipo 1 é o mais abundante no corpo humano (cerca de 90% do total), surgindo habitualmente numa forma hidrolisada . Ele é o principal responsável pela firmeza e elasticidade dos tecidos e encontra-se na pele, ossos, tendões, unhas e cabelos. Devido à sua importância na estrutura dérmica, é o tipo mais utilizado em suplementos e produtos de beleza para promover o rejuvenescimento e a saúde dos tecidos conjuntivos.
O que é o colagénio Tipo 2?
O colagénio Tipo 2 é o tipo de colagénio responsável pela flexibilidade e pelo amortecimento das articulações. Enquanto o Tipo 1 forma fibras “em corda” muito fortes, o Tipo 2 assemelha-se mais a uma rede que segura um líquido gelatinoso para absorver choques.
O colagénio Tipo 2 encontra-se quase exclusivamente nas cartilagens, como as dos joelhos, nariz e ouvidos. Devido à sua função de proteção contra o impacto entre os ossos, é o mais utilizado em suplementos destinados à saúde articular e recuperação de lesões.
O que é o colagénio Tipo 3?
O colagénio Tipo 3 é o tipo responsável pela elasticidade e integridade dos órgãos e dos vasos sanguíneos. É o segundo mais abundante no organismo (5 a 10% do total) e encontra-se nos músculos, nas artérias e em órgãos ocos (como o intestino e o útero). Pela sua elevada capacidade de regeneração, é vital para o processo de cicatrização e é frequentemente combinado com o Tipo 1 em suplementos para potenciar a saúde da pele e do sistema cardiovascular.
Para que serve e qual a função do colagénio no corpo humano?
A função primordial do colagénio é proporcionar resistência, firmeza e elasticidade a componentes fundamentais como a pele, os ossos, os tendões e as cartilagens. Sem esta proteína, o corpo perderia a sua integridade física, uma vez que o colagénio cria uma rede de suporte essencial que protege os órgãos internos e permite que os tecidos suportem as tensões mecânicas do movimento e da gravidade.
Esta proteína desempenha também um papel vital na regeneração e cicatrização. Ele contribui para a manutenção de articulações flexíveis e para a hidratação da barreira cutânea. O colagénio é considerado um pilar fundamental da longevidade, sendo essencial não apenas para a estética, mas sobretudo para garantir a mobilidade e a saúde dos órgãos vitais ao longo do tempo.
Papel do colagénio na pele
A função do colagénio na pele é garantir a firmeza, a elasticidade e a hidratação da derme. Estudos clínicos demonstram que a suplementação com péptidos de colagénio aumenta significativamente a densidade de colagénio na derme, reduzindo a profundidade das rugas e combatendo o envelhecimento cutâneo provocado pela radiação UV.
Papel do colagénio nos ossos
A função do colagénio nos ossos é fornecer a matriz estrutural e a flexibilidade necessárias para evitar fraturas. A ciência confirma que o colagénio Tipo 1 constitui cerca de 95% da parte orgânica do osso; sem ele, os ossos tornam-se quebradiços, independentemente da quantidade de cálcio presente, sendo essencial na prevenção da osteopenia.
Papel do colagénio nos músculos
A função do colagénio nos músculos é assegurar a integridade estrutural das fibras e a transmissão eficiente da força. Investigações recentes indicam que o colagénio é o principal componente do tecido conjuntivo intramuscular (endomísio), sendo fundamental para a recuperação pós-exercício e para prevenir a sarcopenia (perda de massa muscular) em idosos.
Papel do colagénio no cabelo
A função do colagénio no cabelo é fortalecer a estrutura do folículo piloso e combater o dano oxidativo. Embora o cabelo seja maioritariamente queratina, o colagénio atua na derme do couro cabeludo, onde se fixam as raízes; estudos sugerem que o colagénio Tipo 17 protege as células que produzem a cor do cabelo, podendo retardar o aparecimento de cabelos brancos.
Papel do colagénio nas unhas
A função do colagénio nas unhas é promover o crescimento saudável e prevenir a fragilidade distal. Um estudo publicado no Journal of Cosmetic Dermatology revelou que a ingestão diária de colagénio aumentou a taxa de crescimento das unhas em 12% e reduziu a frequência de unhas quebradas em 42%.
Papel do colagénio nas articulações
função do colagénio nas articulações é manter a coesão dos tendões e ligamentos, permitindo um movimento fluido. A medicina desportiva comprovou que o colagénio ajuda a sintetizar novas fibras de tecido conjuntivo, reduzindo a dor articular funcional e o risco de lesões ligamentares em atletas e seniores, sendo por isso muito importante no exercício físico para idosos.
Papel do colagénio no sistema cardíaco
A função do colagénio no sistema cardíaco é conferir elasticidade e resistência às válvulas e às paredes das artérias. A perda de qualidade do colagénio (Tipo 1 e 3) nas artérias está diretamente ligada à rigidez arterial, um fator potenciador do risco de hipertensão e doenças cardiovasculares.
Papel do colagénio nas cartilagens
A função do colagénio nas cartilagens é formar uma rede elástica que amortece os impactos e protege as superfícies ósseas. A investigação sobre o colagénio Tipo 2 mostra que este é capaz de reduzir a inflamação em casos de osteoartrite, ajudando a regenerar a cartilagem hialina e melhorando significativamente a mobilidade do joelho. Esta é uma questão muito relevante para assegurar um envelhecimento saudável, ajudando a manter a autonomia e a mobilidade na terceira idade.
Como saber se tenho falta de colagénio?
Os principais sinais de falta de colagénio são os seguintes:
- Surgimento acelerado de rugas, flacidez ou desidratação na pele;
- Cabelo e unhas quebradiças;
- Dores articulares e rigidez;
- Aumento da visibilidade da celulite;
- Processo de cicatrização de feridas mais lento;
- Tendência para perda de massa muscular ou de densidade óssea.
No entanto, estes sinais não são automaticamente sinónimo de falta de colagénio, podendo ser originados por outras condições clínicas. Como tal, se experienciar estes sintomas deve consultar médicos das especialidades mais indicadas, como dermatologia, clínica geral ou ortopedia, consoante os sintomas associados à falta de colagénio que estiver a sentir.
Causas para a perda de colagénio
A principal causa para a perda de colagénio prende-se com o envelhecimento, já que o avançar da idade está associado à redução da produção de colagénio. No entanto, existem outras causas, do próprio organismo, ambientais e do estilo de vida, que podem acelerar a perda de colagénio. Veja no quadro seguinte as principais razões para perder colagénio.
| Causa | Motivo |
| Envelhecimento Natural | A partir dos 25-30 anos, os fibroblastos (células que produzem colagénio) tornam-se menos ativos, reduzindo a produção em cerca de 1% ao ano |
| Exposição Solar (Raios UV) | A radiação ultravioleta quebra as fibras de colagénio existentes e causa a acumulação de elastina anormal, num processo chamado fotoenvelhecimento |
| Consumo Excessivo de Açúcar | O açúcar liga-se às proteínas de colagénio (Glicação), criando moléculas rígidas chamadas AGEs que tornam as fibras quebradiças e secas |
| Stress Oxidativo e Radicais Livres | Moléculas instáveis causadas por poluição ou má nutrição “atacam” as estruturas de colagénio, acelerando a sua fragmentação |
| Privação de Sono | É durante o sono profundo que ocorre a maior parte da síntese proteica e reparação celular; a falta de descanso impede esta renovação |
| Alterações Hormonais (Menopausa) | A queda abrupta de estrogénio nas mulheres reduz drasticamente a densidade de colagénio na pele e nos ossos nos primeiros 5 anos pós-menopausa |
| Défice de Vitamina C | A vitamina C ajuda o organismo a fazer as ligações necessárias para que o colagénio fique forte e estável. Na sua falta, o colagénio fica frágil e fácil de se degradar. |
Como prevenir a perda de colagénio?
Para prevenir a perda de colagénio devem-se ter hábitos saudáveis e cuidados pessoais, como uma rotina de atividade física, proteção da pele, boa alimentação e dormir o número de horas necessárias. Estes cuidados são ainda mais importantes nos idosos, já que a redução da produção desta proteína se agrava progressivamente com a idade. Por isso, são importantes as rotinas de cuidados aos idosos, efetuados pelos próprios, familiares ou serviços de apoio domiciliário.
Consequências de níveis baixos de colagénio
As principais consequências de níveis baixos de colagénio são as seguintes:
Aumento da Fragilidade Óssea (Osteopenia): Como o colagénio é a “viga de aço” do osso, a sua falta torna o esqueleto poroso e quebradiço, aumentando drasticamente o risco de fraturas, especialmente nas quedas em idosos;
- Perda de Massa Muscular (Sarcopenia): Níveis baixos dificultam a manutenção da força, resultando em maior fadiga e dificuldade em realizar tarefas simples, como levantar-se de uma cadeira;
- Desgaste Articular e Dor Crónica: A redução do colagénio Tipo II provoca a degradação das cartilagens, levando ao contacto osso com osso (artroses). Isto causa dor ao caminhar e rigidez matinal, limitando a mobilidade em casa;
- Pele de Papel (Dermatoporose): A pele torna-se extremamente fina e frágil. Para um idoso, isto significa que qualquer pequeno toque ou adesivo de penso pode causar feridas graves e hematomas (púrpura senil);
- Lentidão na Cicatrização: Pequenos cortes ou úlceras de pressão demoram muito mais tempo a curar, aumentando o risco de infeções;
- Instabilidade nos Tendões e Ligamentos: Estes tecidos perdem a elasticidade e resistência, tornando as articulações (especialmente joelhos e tornozelos) mais instáveis, o que é uma das principais causas de quedas no domicílio;
- Fragilidade Capilar e Cardiovascular: Como as artérias e veias contêm colagénio para manter a sua estrutura, a perda desta proteína pode contribuir para uma maior rigidez vascular e fragilidade dos pequenos vasos;
- Problemas Dentários e Gengivais: O colagénio fixa os dentes nas gengivas. A sua perda pode levar ao recuo gengival e à perda de dentes, dificultando a mastigação e comprometendo a nutrição.
Quando se deve tomar colagénio?
Deve-se tomar colagénio quando, por indicação de um médico, nutricionista ou outro especialista clínico (como um dermatologista), é aconselhada a toma para reverter sinais de falta desta molécula. Os sinais incluem alterações no aspeto físico (pele, cabelos ou unhas), dores físicas (como as que estão associadas a artrites) ou o surgimento de doenças (como sarcopenia, osteopenia ou tensão alta).
Nestas situações o médico deve prescrever as doses indicadas para toma diária e o prazo para realizar o tratamento. Além destas situações também pode, com aconselhamento farmacêutico, tomar colagénio como forma de prevenção, antecipando a natural quebra da produção desta substância com o avançar da idade.
Por fim, por motivos estéticos, também pode adquirir e utilizar cremes, shampoos e outros produtos com doses reforçadas de colagénio. Esta aplicação permite, por exemplo, ajudar a rejuvenescer a pele, reduzir os sinais de rugas ou solucionar problemas de queda de cabelo.
A partir de que idade se deve começar a tomar colagénio?
A toma do colagénio, como estratégia de prevenção do envelhecimento, deve começar numa idade entre os 25 e 30 anos. É a partir deste momento da vida que o corpo humano começa a produzir menos colagénio, e a toma desta proteína acaba por compensar essa quebra. Para tomas por problemas de saúde específicos não existe uma idade indicada, devendo a toma ser decidida por médicos especialistas.
Quais as horas do dia mais indicadas para tomar colagénio?
As melhores horas do dia para tomar colagénio são de manhã (em jejum, para potenciar a absorção) e à noite (antes de deitar, para tirar partido da regeneração celular durante o sono). Para outros horários deve, preferencialmente, fazer a toma em horas diferentes das duas principais refeições, para separar a toma do colagénio da absorção das outras proteínas do almoço e jantar.
Durante quanto tempo se deve tomar colagénio?
Os prazos da toma de colagénio dependem da dose e dos orgãos a que se destina o reforço da substância. Os principais prazos aconselhados para a toma estão no quadro seguinte, mas a duração do uso deve ser sempre supervisionado por um médico.
| Órgão | Dose Diária Recomendada
(Péptidos Bioativos) |
Duração Mínima (para
Resultados Visíveis) |
| Pele (Rugas e Elasticidade) | 2,5g a 5g | 8 a 12 semanas |
| Unhas (Crescimento e Resistência) | 2,5g | 12 a 24 semanas |
| Cabelo (Espessura e Estrutura) | 5g | 16 a 24 semanas |
| Articulações (Dor e Mobilidade) | 5g a 10g | 3 a 6 meses |
| Massa Muscular e Tendões | 10g a 15g (após treino / fisioterapia) | 3 a 6 meses |
| Densidade Óssea (Osteopenia) | 5g | 6 a 12 meses |
Resultados visíveis de tomar colagénio
A ingestão consistente de colagénio produz efeitos que se manifestam de forma gradual, começando na saúde interna e tornando-se visíveis no exterior à medida que os tecidos se renovam. Os principais efeitos positivos do colagénio são:
- Pele com Maior Elasticidade e Brilho: Redução da aparência de linhas finas e uma pele visivelmente mais hidratada, firme e com menos aspeto de “papel”;
- Unhas Fortalecidas: Crescimento mais rápido e uma redução acentuada da descamação e da frequência com que as unhas partem ou lascam;
- Cabelo com Mais Densidade: Fios mais resistentes à quebra, maior volume capilar e um aspeto mais saudável da cutícula do cabelo;
- Recuperação da Mobilidade: Diminuição da rigidez matinal e maior facilidade em realizar movimentos básicos, como subir degraus ou caminhar distâncias curtas;
- Melhoria na Cicatrização: Observa-se que pequenos cortes, arranhões ou marcas na pele fecham e recuperam de forma mais rápida e eficiente;
- Redução de Hematomas: Uma pele mais densa protege melhor os vasos sanguíneos, diminuindo o aparecimento daquelas manchas roxas (púrpura senil) comuns com a idade.
Como aumentar os níveis de colagénio?
A forma mais correta de aumentar os níveis de colagénio no corpo é através de uma boa alimentação, reforçada pela toma de suplementos, optando por fórmulas com o tipo de colagénio necessário. Isto assegura a absorção desta proteína de forma saudável e controlada pelo organismo.
Além da aquisição de doses extra de colagénio, é igualmente importante implementar estratégias para reduzir a sua perda. Isto passa por uma boa rotina no quotidiano (por exemplo, para a terceira idade através de diversas atividades para idosos), em conjunto com os cuidados necessários com a pele e com a gestão do stress, duas causas para a redução dos níveis desta molécula.
Para efeitos de tratamentos estéticos existem também outras formas de aumentar os níveis de colagénio, através de vários procedimentos cirúrgicos.
Formas de tomar colagénio
As principais formas de tomar colagénio são:
- Colagénio através da alimentação: Fornece os aminoácidos fundamentais (tijolos biológicos) que o organismo utiliza para sintetizar novas fibras desta proteína;
- Colagénio em pó: Apresenta-se na forma hidrolisada (péptidos), o que facilita uma absorção rápida e eficiente pelo sistema digestivo para distribuição pelos tecidos;
- Colagénio em cápsulas ou comprimidos: Funciona como uma forma prática de suplementação oral, ideal para doses precisas e transporte fácil no dia a dia;
- Colagénio líquido: Oferece a maior taxa de biodisponibilidade, permitindo que os nutrientes cheguem à corrente sanguínea quase instantaneamente após a ingestão;
- Colagénio injetável: Atua através da introdução de substâncias na derme que provocam uma resposta inflamatória controlada, obrigando o corpo a produzir colagénio novo na zona tratada;
- Colagénio em gomas mastigáveis: Atua como um suplemento alimentar de ingestão facilitada e sabor agradável, embora geralmente contenha concentrações mais baixas da proteína;
- Colagénio através de cremes e séruns tópicos: Funciona principalmente como um agente hidratante e protetor da barreira cutânea, embora os seus péptidos possam enviar sinais de reparação à superfície da pele;
- Colagénio através de suplementação de aminoácidos precursores: Fornece especificamente a glicina, prolina e lisina para garantir que o corpo tem os recursos necessários para a sua produção interna;
- Colagénio através de dispositivos de luz LED: Utiliza comprimentos de onda de luz vermelha para estimular as mitocôndrias das células, aumentando a energia disponível para a produção desta substância;
- Colagénio através de tratamentos de radiofrequência: Funciona através do aquecimento das camadas profundas da pele, o que causa a contração das fibras existentes e estimula a criação de novas.
Qual a melhor forma de tomar colagénio?
A melhor forma de tomar colagénio é através de péptidos de colagénio hidrolisado em pó, acompanhados de Vitamina C. Esta combinação garante a máxima eficácia porque o processo de hidrólise reduz a proteína a partículas minúsculas que o intestino absorve facilmente, enquanto a Vitamina C atua como o catalisador biológico indispensável para “unir” essas partículas e formar novas fibras no corpo.
Ao optar pelo formato em pó, assegura-se a dose terapêutica diária necessária (entre 5g a 10g) que as cápsulas dificilmente atingem, promovendo resultados reais na elasticidade da pele, no reforço das articulações e na densidade óssea após 8 a 12 semanas de uso contínuo.
O colagénio deve ser combinado com que substâncias?
As melhores substâncias para combinar com o colagénio são as seguintes:
- Vitamina C: É o parceiro indispensável do colagénio. Funciona como um cofator essencial para as enzimas que estabilizam e unem as fibras de colagénio. Sem Vitamina C, o corpo não consegue converter a proteína ingerida em colagénio funcional para a pele e articulações;
- Zinco: Este mineral desempenha um papel crucial na divisão celular e na síntese proteica. O zinco ajuda a ativar as proteínas necessárias para a produção de colagénio e é fundamental para a reparação de tecidos e cicatrização;
- Magnésio: O magnésio auxilia no metabolismo das proteínas e na saúde óssea. Combinado com colagénio, o magnésio potencia o relaxamento muscular e a manutenção da matriz óssea, o que o torna ideal para quem procura benefícios na mobilidade e recuperação física;
- Ácido Hialurónico: Frequentemente combinado com colagénio em suplementos de beleza, o ácido hialurónico retém a água nos tecidos. Enquanto o colagénio dá a estrutura (firmeza), o ácido hialurónico garante o preenchimento (hidratação);
- Cobre: Tal como o zinco, o cobre é um mineral necessário para a formação da elastina e do colagénio. Ele ajuda na criação das ligações cruzadas que tornam as fibras de colagénio fortes e flexíveis;
- Silício Orgânico: Conhecido como o “mineral da beleza”, o silício estimula os fibroblastos (células produtoras de colagénio) a trabalharem de forma mais eficiente, melhorando a densidade da pele e a resistência de unhas e cabelos.
Como escolher produtos com colagénio?
Para escolher da forma correta produtos com colagénio siga estes passos:
- Verificar se é Hidrolisado – Certificar-se de que o rótulo indica “Colagénio Hidrolisado” ou “Péptidos de Colagénio”, garantindo que a proteína foi “quebrada” para ser absorvida pelo organismo;
- Identificar o Tipo – Escolher o Tipo 1 para benefícios na pele, cabelo e unhas, ou opta pelo Tipo 2 caso o teu foco seja a recuperação das cartilagens e a saúde das articulações;
- Analisar a Dose por Doseamento – Evitar produtos com doses muito baixas por cápsula que dificultem atingir os valores diários recomendados;
- Confirmar a presença de Co-fatores – Assegurar-se da presença de Vitamina C na fórmula, pois o organismo não consegue sintetizar novas fibras de colagénio sem este nutriente;
- Verificar Aditivos e Açúcares – Optar por versões sem sabor ou com adoçantes naturais (como Stevia), evitando corantes artificiais e açúcares que possam anular os benefícios do suplemento;
- Origem e Certificação – Privilegiar marcas que utilizem matérias-primas com patentes registadas (como Verisol, Peptan ou UC-II), que garantem maior pureza e eficácia comprovada.
Quais são os alimentos com mais colagénio?
Os alimentos não fornecem colagénio “pronto a usar” para o corpo. Como tal, é preciso escolher as fibras completas (que o corpo digere e separa em aminoácidos) ou os nutrientes necessários para que o próprio organismo fabrique colagénio. Veja no quadro seguinte os tipos de alimentos mais indicados para reforçar as doses de colagénio.
| Substâncias | Alimentos | Motivos |
| Origem Animal | Caldo de ossos (cozedura lenta), pés de galinha, cartilagens, pele de frango e pele do peixe (salmão, cavala…) | Fornecem a proteína de colagénio completa e gelatina, que são ricas nos aminoácidos específicos Glicina e Prolina |
| Proteínas Magras | Ovos (especialmente a clara e a membrana interna), peixe, carnes brancas e vermelhas | Contêm grandes quantidades de lisina e outros aminoácidos essenciais para a montagem da hélice de colagénio |
| Vitaminas | Citrinos (laranja, limão), kiwis, morangos e pimentos | São as fontes principais de Vitamina C, sem a qual o corpo não consegue converter aminoácidos em fibras de colagénio estáveis |
| Minerais e
Antioxidantes |
Sementes de abóbora, frutos secos (nozes, amêndoas), vegetais de folha escura e leguminosas | Fornecem Zinco e Cobre, minerais que atuam como “ferramentas” para as enzimas que sintetizam o colagénio |
Hábitos de vida que estimulam a produção de colagénio
Os principais hábitos e rotinas que estimulam a produção de colagénio e reduzem a perda desta proteína são:
- Exercício de resistência: O treino com pesos ou elásticos cria tensão mecânica nos tendões e ossos, o que sinaliza aos fibroblastos para produzirem mais colagénio para reforçar essas estruturas;
- Sono de qualidade: Durante o sono profundo que o corpo liberta a hormona do crescimento (GH), essencial para a reparação dos tecidos e a síntese de novas proteínas de colagénio;
- Utilizar proteção solar: Evitar o dano dos raios UV protege as fibras de colagénio existentes, impedindo a sua fragmentação precoce e mantendo a “fábrica” celular ativa;
- Controlar os níveis de stress: O cortisol (hormona do stress) em níveis elevados é um inimigo direto do colagénio, pois acelera a sua degradação e dificulta a regeneração da pele e tecidos conjuntivos;
- Hidratação constante: A água ajuda a manter a estrutura e elasticidade do colagénio; um corpo desidratado torna estas fibras rígidas e mais propensas a quebrar;
- Reduzir os açúcares refinados: Evitar picos de glicose previne a glicação, um processo químico onde o açúcar se cola às fibras de colagénio, tornando-as duras e inativas;
- Massajar a pele: Massagens faciais ou corporais estimulam a circulação sanguínea local, levando mais oxigénio e nutrientes às células que produzem o colagénio;
- Não fumar: As toxinas do tabaco reduzem o fluxo sanguíneo e destroem diretamente a vitamina C e o colagénio, acelerando o envelhecimento dos órgãos internos e da pele.
Quando não se deve tomar colagénio?
O colagénio apenas não deve ser tomado por pessoas com alergias (a alimentos com esta substância, como peixes ou mariscos) e pessoas com doenças renais ou hepáticas (requer supervisão médica porque o metabolismo de proteínas está comprometido). Além disso, existem contraindicações e a necessidade de uma avaliação ponderada sobre os benefícios/riscos para pessoas com dietas já muito ricas em proteínas, evitando excesso de cargas proteicas.
Além disso, durante a gravidez e amamentação deve-se sempre obter aconselhamento médico antes da toma. Não existem resultados conclusivos e aceites de forma generalizada relativamente a benefícios ou malefícios da toma desta proteína, pelo que se aconselha a análise médica antes de tomar uma decisão.
Por fim, não se devem ter expectativas sobre curas milagrosas ou mudanças imediatas com a toma de colagénio. O reforço desta substância serve como catalisador de tratamentos médicos (como nas terapias holísticas, nunca é um substituto). A toma deve ser acompanhada de cuidados com a saúde e um estilo de vida saudável.
É possível ter alergias ao colagénio?
Não existem alergias diretamente ligadas ao colagénio, mas sim às fontes desta proteína. A alergia está associada à origem, como peixe, marisco ou ovos. É fundamental verificar o rótulo para garantir que a origem do suplemento é segura para o seu perfil alérgico.
O colagénio faz mal ao fígado?
Em pessoas que não tem problemas neste órgão o colagénio é processado normalmente, como qualquer outra proteína alimentar. No entanto, quem já possui doenças hepáticas graves deve consultar um médico, pois o fígado pode ter dificuldade em metabolizar grandes quantidades de aminoácidos.
O colagénio faz mal aos rins?
O consumo de colagénio nas doses recomendadas é seguro e não tem contraindicações para pessoas com os rins saudáveis. Apenas pessoas com doença renal crónica pré-existente devem limitar a sua ingestão, para evitar uma sobrecarga de nitrogénio que os rins debilitados não conseguem filtrar eficazmente.
O colagénio engorda?
Não, o colagénio não engorda. Ele é uma proteína pura com baixo valor calórico e não possui gorduras ou açúcares na sua forma base. Pelo contrário, por ser uma proteína, pode até ajudar na saciedade, sendo um aliado em dietas de controlo de peso.
Quais os efeitos secundários do colagénio?
Os efeitos secundários mais habituais da toma de colagénio são um ligeiro desconforto abdominal, sensação de enfartamento ou um sabor residual desagradável na boca. No entanto, estes sintomas são raros e ligeiros, e normalmente desaparecem com o ajuste da dose ou com a mudança da marca do suplemento.
Antes de tomar qualquer suplemento com colagénio verifique sempre o folheto informativo ou o rótulo e lista de ingredientes que encontra na embalagem. Verifique a secção sobre a forma correta de tomar, as advertências e precauções e os efeitos indesejáveis possíveis. Além disso, se tem alergias, verifique os componentes para evitar efeitos adversos com ingredientes usados na produção da substância.
Existem reações adversas entre colagénio e medicamentos?
Não são conhecidas interações medicamentosas graves na toma de colagénio, uma vez que este é processado pelo organismo como qualquer outra proteína alimentar. No entanto, existem cenários específicos onde a suplementação pode interferir com a eficácia de certos tratamentos ou exigir precauções adicionais. Sempre que está a ser feita a toma de outra medicação, deve-se consultar um médico para avaliar a compatibilidade entre os compostos e evitar o risco de reações adversas ou a perda de eficácia dos fármacos.
Como o colagénio ajuda a retardar o envelhecimento?
O colagénio retarda o envelhecimento ao garantir que o corpo mantém a sua capacidade de regeneração. Sem ele, os tecidos tornam-se rígidos e frágeis, perdendo a funcionalidade que caracteriza a juventude biológica. O colagénio ajuda a manter boa aparência estética (pele, unhas e cabelo bem cuidados) e uma morfologia saudável dos órgãos e tecidos internos (cuidados com a integridade estrutural).
Na aparência estética, o colagénio atua diretamente na derme para preservar a firmeza e a hidratação, combatendo o aparecimento de rugas e a flacidez que surgem naturalmente com a idade. Ao fortalecer a estrutura da pele e fornecer aminoácidos essenciais para a produção de queratina, esta proteína garante também que o cabelo e as unhas cresçam com mais resistência, brilho e menor propensão à quebra.
Na estrutura dos órgãos e tecidos internos, ele funciona como um “andaime” biológico que assegura a integridade e a elasticidade das artérias, facilitando a circulação sanguínea e a saúde cardiovascular. Além disso, é o componente principal das cartilagens e tendões, permitindo que as articulações absorvam impactos e mantenham a mobilidade, ao mesmo tempo que oferece o suporte necessário para que os órgãos internos permaneçam protegidos e na sua posição correta.
Quando se começa a perder colagénio?
Começa-se a perder colagénio entre os 25 e 30 anos de idade, em que a taxa de redução da produção desta proteína é de cerca de 1% por ano. Os primeiros sinais desta perda notam-se na menor elasticidade da pele. Por volta dos 50 anos a perda de colagénio acentua-se, especialmente nas mulheres nos 5 anos após a menopausa (nesta fase a perda de colagénio pode chegar a 30%, devido à queda drástica dos níveis de estrogénio).
Após os 60 anos, a síntese de colagénio torna-se muito lenta. A perda acumulada pode atingir os 50% a 70% em comparação com a juventude, o que resulta numa pele mais fina, ossos mais frágeis e articulações menos flexíveis. Esta situação, além do impacto na imagem, pode ter consequências na autonomia e mobilidade individual, uma situação que exige cuidados redobrados e que pode ser assistida através de cuidados pessoais no domicílio.